BERLIM (Reuters) - Os alemães, que normalmente se veem como guardiões do meio ambiente, estão estocando lâmpadas incandescentes de alto consumo de energia antes da proibição do produto em toda a União Europeia, afirmou a agência de pesquisa de mercado GfK. A GfK registrou aumento de cerca de 35 por cento nas vendas de lâmpadas incandescentes na primeira metade do ano. Na terça-feira, tem início o processo de proibição da fabricação e da importação de lâmpadas de mais de 75 watts, proposta em 2007 pelo ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel.

Alguns varejistas alemães dizem ter visto um aumento de 600 por cento nas vendas de lâmpadas de mais de 100 watts desde o final de julho.

A União Europeia planeja acabar com o uso dessas lâmpadas como parte dos planos para poupar energia, cortar os gases estufa e combater a mudança climática.

A proibição da fabricação e da importação será ampliada a cada ano, e se tornará total até 2012.

A Comissão Europeia prevê que a medida poupará cerca de 40 terawatts de energia por ano no bloco -- o suficiente para atender às demandas de energia de um país pequeno.

Segundo a Alemanha, a troca para lâmpadas econômicas pode evitar a emissão de cerca de 25 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.

(Reportagem de Kim Bode)

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