Alemães desenvolvem capacete que move automóveis a partir de sinais cerebrais

Berlim, 19 jun (EFE).- Cientistas alemães da Universidade de Braunschweig desenvolveram um capacete que permite dirigir modelos de automóveis com sinais cerebrais sem contato elétrico direto e que poderia ajudar a controlar cadeiras de rodas e conduzir próteses.

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"Com isso, torna-se realidade o sonho de conectar de maneira sensível o cérebro a uma máquina", explicou hoje o professor Meinhard Schilling, do Instituto Técnico de Medições Elétricas e Princípios da Eletrotécnica da Universidade de Braunschweig, no norte da Alemanha.

A nova tecnologia tem sua base no encefalograma clássico que é utilizado em medicina e que mede as atividades cerebrais segundo as oscilações da tensão na superfície craniana, com um computador que transmite os sinais.

O diferencial do novo "brain-computer-interface" é que ele funciona sem contato direto elétrico entre a cabeça e o aparelho, já que os sinais cerebrais são registrados pelo capacete sem a necessidade de colocar na pessoa um capuz elástico com eletrodos e aplicar algum tipo de gel, como é feito nos encefalogramas clássicos.

Segundo Schilling, o capacete é colocado sobre a cabeça e entra em funcionamento em questão de segundos. O cientista disse ainda que quem o utilizar só precisará se concentrar em um modelo exemplar que poderá ver em uma tela no visor do aparelho.

Para dirigir o modelo de automóvel utilizado nos experimentos, a pessoa interessada contempla na tela dois quadros de xadrez que piscam com freqüências diferentes.

Se o ser humano concentrar sua visão no quadro esquerdo, o veículo vai para a esquerda, e se concentrar no direito, o modelo de automóvel vai para a direita. Já se o olhar não se concentrar em nenhum dos dois quadros, o veículo segue um caminho retilíneo.

Com amplificadores, os cientistas conseguiram que os sinais fossem representados como um mapa na tela do capacete.

"Cada sensor, que se concentra nos sinais do centro de visão do cérebro, tem o tamanho de uma moeda e, com isso, praticamente o comprimento de um eletrodo convencional de encefalograma", disse o professor.

A Universidade de Braunschweig trabalha no projeto com a Clínica Universitária Charité de Berlim e com o Instituto Fraunhofer de Arquitetura de Cálculo e Tecnologias de Software da capital alemã.

EFE jcb/fh/rr

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