Alemães demonstram que cérebro se desenvolve depois dos 50 anos

Berlim, 9 jul (EFE).- Um grupo de cientistas alemães da Universidade de Hamburgo e do Hospital Universitário de Jena demonstrou que uma pessoa com mais de 50 anos pode fazer com que seu cérebro continue evoluindo caso desenvolva novas habilidades.

EFE |

Os pesquisadores, que tiveram seu estudo foi publicado hoje pela revista "Journal of Neuroscience", recorreram a 44 pessoas, de entre 50 e 67 anos, pedindo que aprendessem a fazer malabarismo.

Depois, após uma fase de treino de três meses, os cientistas comprovaram que distintas regiões cerebrais das pessoas submetidas ao experimento haviam crescido.

As regiões que se desenvolveram foram justamente as mais importantes para a aprendizagem e para a percepção de movimentos assim como as que regulam o sistema de auto-recompensa do cérebro.

Após esse primeiro resultado, as 44 pessoas examinadas interromperam seus treinamentos durante três meses e depois foi comprovado que as mesmas regiões cerebrais tinham encolhido um pouco.

Os resultados dessas 44 pessoas foram comparados com os de um grupo de controle de 25 pessoas não submetidas a nenhum treinamento especial. Nos cérebros delas não foram registradas transformações nos dois períodos.

"Os resultados mostram que as transformações cerebrais não se limitam aos cérebros jovens e que a estrutura anatômica do cérebro adulto ainda pode mudar em idades mais avançadas", explicou o diretor do estudo, Arne May.

Por isso, May disse que para as pessoas é importante assumir novos desafios e aprender novas coisas.

Há um tempo, o mesmo grupo de pesquisadores tinha demonstrado - em um estudo publicado pela revista "Nature" - que depois do processo de amadurecimento, que se encerra aos 20 anos, o cérebro ainda tinha condições de continuar crescendo.

Mas só agora conseguiram demonstrar que o processo pode continuar depois dos 50 e dos 60 anos.

As regiões que registraram crescimento nos malabaristas foram o hipocampo, região importante para a aprendizagem e que, além disso, pode produzir novas células cerebrais, e o nucleus accumbens. EFE rz/rb/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG