Albert II completa 15 anos no trono da Bélgica

Bruxelas, 9 ago (EFE).- O rei Albert II da Bélgica, chamado para ser um monarca de transição entre o rei Baudouin e o atual herdeiro ao trono, Philippe, completa hoje quinze anos de reinado, marcados, principalmente, pelo processo federalista no país.

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Albert II, que subiu ao trono em 1993 após a morte do irmão, o rei Baudouin, foi o primeiro monarca da Bélgica federal e teve que lidar com as sucessivas crises políticas do país.

"Devemos inventar novas formas de viver juntos em nosso país", disse em 20 de julho, em discurso por ocasião da festa nacional, realizada em meio à crise entre partidos flamengos e francófonos.

Alguns dias antes, Albert II tinha rejeitado a renúncia apresentada pelo primeiro-ministro belga, o democrata-cristão flamengo Yves Leterme, e nomeado três mediadores para estabelecer as bases de uma recuperação do diálogo entre as comunidades do país.

A complexa situação política afastou, segundo a imprensa belga, qualquer intenção de Albert de abdicar a curto prazo a favor do filho, uma possibilidade especulada há anos.

Quando Baudouin morreu, sem deixar descendentes, houve especulações sobre a opção de que o sucessor fosse Philippe, e não o pai deste. Albert já tinha 59 anos.

Desde então, Albert II foi considerado por muitos um rei de transição, que seguiu a agenda marcada pelo irmão, mas com caráter mais aberto e relaxado.

Junto com o desafio político do federalismo, o monarca teve que fazer frente à grande comoção na Bélgica causada pelo caso Dutroux, um pedófilo que abusou sexualmente e matou a várias meninas, em um episódio que evidenciou a falta de coordenação entre os serviços de segurança e a Justiça.

Na vida pessoal, Albert viu sua família crescer nos últimos anos.

A princesa Astrid - filha do monarca - tem cinco filhos, dois deles nascidos após a ascensão ao trono de Albert. O herdeiro Philippe tem quatro filhos e o irmão Laurent, mais três.

Entre as situações mais desconfortáveis, Albert reconheceu em 1999 que seu casamento com a rainha Paola tinha passado por uma crise 30 anos antes, e admitiu que tinha uma filha de um relacionamento com a baronesa Sybille de Selys Longchamps. EFE mvs/an

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