TIRANA (Reuters) - Um tribunal albanês considerou dois britânicos que trabalhavam em uma creche culpados de ter mantido relações sexuais com menores e os sentenciou a 15 anos e 20 anos de prisão em penitenciária de alta de segurança, afirmou a imprensa da Albânia na terça-feira. Dino Christodolou, de 45 anos, e Robin Arnold, de 56, serão deportados após cumprirem suas sentenças, informou a emissora de televisão Top Channel.

O britânico David Brown, de 58 anos, foi condenado a 20 anos por acusações semelhantes em novembro de 2008. Brown, que dirige a creche onde os dois britânicos trabalhavam, foi preso depois que 11 dos 32 meninos na casa queixaram-se em 2005 de terem sofrido abusos sexuais, revelou a imprensa.

Christodolou e Arnold haviam deixado a Albânia, mas foram extraditados da Grã-Bretanha e enfrentaram julgamento há dois anos. Ambos se declararam inocente, como fez Brown.

As sentenças aos três britânicos são as mais longas impostas a estrangeiros na Albânia, que tem pena máxima de 25 anos para casos de pedofilia.

Médicos atestaram que cada um dos meninos, entre seis e nove anos de idade em 2005, foram abusados sexualmente. Um deles voou dos Estados Unidos para a Albânia com seu pai adotivo para testemunhar contra os britânicos.

As autoridades judiciais não estavam disponíveis para comentar as notícias.

(Reportagem de Benet Koleka)

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