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Alba diz que declaração de Cúpula das Américas é inaceitável

Os presidentes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) afirmaram nesta sexta-feira que não há consenso entre os países da região para aprovar a declaração final da 5 Cúpula das Américas, porque ela exclui injustificadamente o debate sobre o fim do bloqueio americano a Cuba e por não dar respostas à crise econômica internacional. O encontro da Alba, entidade que reúne Venezuela, Bolívia, Paraguai, Nicarágua, Honduras, Dominica e São Vicente e Granadinas, aconteceu na Venezuela na última quinta-feira.

BBC Brasil |

Em um documento dirigido à cúpula que começa nesta sexta-feira, em Trinidad e Tobago, os presidentes da Alba propõem realizar um "debate profundo" por considerarem que a declaração final do encontro é "insuficiente" e "inaceitável".

Como já era esperado, os presidentes da Alba pedem ao governo dos Estados Unidos que cumpra com a disposição da Assembleia Geral das Nações Unidas, que por 17 vezes consecutivas "determinou o fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro que mantêm contra Cuba", diz o documento, que foi lido pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pouco antes de ele embarcar para Trinidad e Tobago, nesta sexta-feira.

Isolamento
O documento da Alba também pede a reincorporação de Cuba ao sistema interamericano.

"Consideramos que fracassaram as tentativas de impor o isolamento a Cuba, que hoje é parte integrante dos mecanismos regionais de cooperação (...) portanto, não existe razão nenhuma que justifique sua exclusão do mecanismo da Cúpula das Américas", acrescenta.

Os presidentes da Alba afirmaram que "rechaçam da forma mais enérgica" e pediram o fim da aplicação da lei Helms-Burton, que estabelece represálias a qualquer companhia norte-americana que mantenha relações comerciais com a ilha.

No primeiro encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com a região, a tentativa da Casa Branca é a de não permitir que o assunto cubano centralize o debate na Cúpula das Américas.

"Crise capitalista"
Os presidentes da Alba também afirmam no documento que a declaração da Cúpula das Américas "não dá resposta" à crise financeira internacional, "apesar de ela constituir o maior desafio que a humanidade enfrenta em décadas".

"A crise econômica global, as mudanças climáticas e as crises alimentar e energética são produto da decadência do capitalismo que ameaça acabar com a própria existência da vida e do planeta", diz o documento.

"É necessário desenvolver um modelo alternativo ao sistema capitalista", acrescenta a declaração.

Além da Venezuela, assinaram o documento os presidentes da Bolívia, Evo Morales; de Cuba, Raúl Castro; do Paraguai, Fernando Lugo; da Nicarágua, Daniel Ortega; de Honduras, Manuel Zelaya, e os premiês de Dominica, Roosevelt Skerrit, e de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, além do chanceler do Equador, representando o presidente Rafael Correa.

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