A.Latina é uma das regiões mais vulneráveis à mudança climática, diz Cepal

Santiago do Chile, 11 mar (EFE).- A América Latina é uma das regiões mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática, segundo um estudo divulgado hoje em Santiago pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), que alerta para a falta de medidas preventivas nos países latino-americanos contra o fenômeno.

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A adaptação da região à mudança climática "ainda é reativa", afirma o documento "Mudança Climática e Desenvolvimento na América Latina e no Caribe. Uma Resenha", apresentado durante o seminário "Mudança Climática: os desafios para o crescimento do Chile e da América Latina".

O estudo afirma que a região poderia ser mais afetada pela mudança climática que outras áreas do mundo por estar em uma faixa de furacões, com muitos Estados insulanos e zonas litorâneas baixas, além de depender dos degelos andinos para o abastecimento de água nas cidades e no campo.

Outro elemento que deixaria a região em desvantagem é o fato de estar sujeita a inundações e incêndios florestais, entre outras particularidades, explica o documento.

Atualmente, as respostas ao fenômeno se caracterizam por serem espontâneas e reativas, focalizadas na recuperação após desastres naturais, afirma o texto.

Uma política de adaptação, segundo a Cepal, exige que sejam previstas as perdas desde o setor primário da economia até as finanças públicas.

O estudo afirma que desenvolver a capacidade de adaptação envolve desafios como repartir os custos entre agentes privados (produtores ou consumidores) e públicos; especificar e focar nas medidas e uma maior consciência das autoridades encarregadas da gestão econômica, social e ambiental do tratamento que o tema deve receber.

A organização destaca que o Brasil já está realizando estudos sobre economia e mudança climática, o que deve fortalecer a perspectiva regional. EFE ns/db

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