A.Latina concentra a maioria das mortes de jornalistas no mundo

Genebra, 7 abr (EFE).- Mais da metade dos 22 assassinatos de jornalistas que ocorreram durante o primeiro trimestre de 2010 no mundo ocorreram na América Latina, onde o maior número destes crimes foi registrado em Honduras e México, denunciou hoje a Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês).

EFE |

Em Honduras, cinco jornalistas foram assassinados em março passado, alertou a organização, que atribuiu à deterioração da situação política na América Central após o golpe de Estado nesse país como "o maior perigo à categoria neste ano, além do México".

Precisamente, nesse país ocorreram outros cinco assassinatos no primeiro trimestre de 2010, a causa é a guerra entre as forças de segurança e os cartéis da droga.

As tensões na Venezuela devido ao conflito entre a imprensa e o poder - de acordo com a PEC - levaram a morte de outros dois jornalistas, enquanto na Colômbia um homicídio foi registrado.

No restante do mundo, a organização estima que a situação continua crítica no Nepal, com duas mortes no primeiro trimestre do ano.

De janeiro a março de 2010, um jornalista foi assassinado na Bulgária, no Chipre, no Afeganistão, em Angola, no Iêmen, na Rússia e no Paquistão.

Os 22 homicídios no primeiro trimestre deste ano se aproxima do registrado no mesmo período de 2008, quando 20 jornalistas foram mortos.

No ano passado, 122 profissionais foram assassinados em todo o mundo, lembrou a PEC. EFE rcb/dm

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