Alasca investe em mudança de cidades costeiras por causa do aquecimento global

Ancorage, Alasca - O Alasca irá gastar quase US$13 milhões esse ano para ajudar vilas remotas a lidar com a erosão cada vez, tempestades e alagamentos relacionados ao aquecimento global. A pequena cidade costeira de Newtok, uma das mais erodidas do Estado, receberá mais de US$3 milhões em ajuda para se mudar para terrenos mais altos.

AP |

Os líderes tribais da comunidade esquimó Yupik planejam construir uma balsa no local para poderem movimentar os materiais de construção e estruturas já existentes para o novo terreno.

"Isso irá ajudar a mudar a cidade rapidamente", disse o administrador da tribo Stanley Tom.

Newtok, com população total de 400 pessoas, está entre as seis cidades mais remotas que precisam de atenção imediata, conforme o aquecimento global derrete as calotas de gelo e deixa as comunidades costeiras vulneráveis à tempestades mais fortes e enchentes, com suas praias e margens de rio rapidamente erodindo.

"A última coisa que queremos é ter uma grande enchente e perder vidas, ou perder um tanque de combustível para o oceano por causa de uma grande erosão ou um aeroporto, numa cidade que não tem estradas", disse o comissário de conservação ambiental Larry Hartig, que coordena o gabinete de mudança climática estabelecido no ano passado pela governadora Sarah Palin.

A erosão e as enchentes afetam 184 - ou 86% - das 213 vilas nativas do Alasca, de acordo com um relatório do Gabinete de Prestação de Contas do Governo de 2003. Diversas enfrentam a necessidade de mudança imediata.

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