Montevidéu, 31 jul (EFE).- Os países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) fecharam um acordo hoje sobre um plano de ação conjunta em políticas sociais e comerciais, como forma de reafirmar o processo de integração e atender os excluídos, em meio à crise financeira internacional.

O plano se baseará em três aspectos fundamentais: cooperação como ferramenta de apoio à inclusão social, integração produtiva e aprofundamento e facilitação do comércio, afirmaram, à Agência Efe, fontes da Aladi, formada pela Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

O alcance e conveniência do plano foi analisado durante a reunião de ministros de Desenvolvimento Social da Aladi, realizada hoje em Montevidéu.

A ministra da Mulher e Desenvolvimento Social do Peru, Nidia Vilchez Yucra, presidiu a reunião e o vice-ministro de Emprego da Bolívia, Rodolfo Illanes Alvarado, e o coordenador geral do Programa Nacional de Apoio às Empresas de Solidariedade do México, Ángel Sierra Ramírez foram os vice-presidentes do encontro.

"A região tem a firme decisão de avançar em uma agenda social e temos pela frente o desafio de um trabalho árduo", disse o secretário-geral da Aladi, o paraguaio Hugo Saguier Caballero, que deixará o cargo durante a reunião.

Após fazer referência "às altas taxas de pobreza" nos países da Aladi, Saguier afirmou que o processo de integração "deve ser mais solidário e participativo".

Como parte do plano de ação se buscará "fortalecer" as relações da Aladi com os organismos especializados em temas de desenvolvimento social.

A reunião definiu a criação de um escritório de economia social e solidária e outro de fomento de intermediários financeiros bancários e de bancos sociais.

O plano pretende "facilitar o acesso a modalidades de poupança e crédito" para famílias excluídas dos sistemas de finanças e também para as micro e pequenas empresas.

Além disso, buscará impulsionar programas de integração produtiva e comercial na zonas de fronteira, especialmente destinados aos setores mais vulneráveis.

Outro objetivo do plano é "promover uma maior troca comercial dos produtos e bens de maior valor agregado regional originais dos países-membros". EFE jf/pd

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