Al Qaeda resiste no norte do Iraque, dizem EUA

WASHINGTON (Reuters) - A Al Qaeda demonstrou, com uma série de atentados no norte do Iraque, que é capaz de reconstituir suas forças, disse na terça-feira o comandante das forças norte-americanas na região. Falando via satélite a jornalistas no Pentágono, o general Robert Caslen disse que há esforços em andamento para conter as tensões sectárias, e não está claro se as forças iraquianas na região seriam capazes de dominar as redes responsáveis pelos ataques, caso a violência continue.

Reuters |

Há explosões e tiroteios quase diários na região de Mossul, capital da província de Nineveh, onde os insurgentes têm explorado as disputas entre árabes e curdos de modo a manterem sua influência, algo que já não acontece no resto do Iraque.

Uma disputa por terras e petróleo entre o governo nacional, de maioria árabe, e o governo regional curdo, também no norte do Iraque, deixou o país à beira de uma guerra civil.

Caslen disse que essas tensões estão entre as ameaças "mais perigosas" para o Iraque, e a situação poderia "certamente virar um confronto étnico, letal entre curdos e árabes".

Desde 30 de junho, quando as tropas dos EUA no Iraque se retiraram das áreas urbanas, a média de atentados por semana em Mossul caiu de 42 para 29, segundo Caslen.

"O que aumentou, porém, é a capacidade (da Al Qaeda e seus aliados) para conduzir ataques de destaque", disse ele. "Então vocês veem um aumento no número de baixas após 30 de junho", acrescentou, sem citar números.

Bombas mataram 42 pessoas na segunda-feira no Iraque, especialmente em áreas xiitas.

Na semana passada, atentados contra xiitas haviam matado 44 pessoas. Normalmente, a responsabilidade é atribuída a grupos sunitas, como a Al Qaeda.

De acordo com Caslen, a liderança da Al Qaeda continua muito concentrada no norte do Iraque, especialmente em Mossul. Ele afirmou que operações dos EUA realizadas neste ano naquela região haviam enfraquecido o grupo.

Mas os últimos ataques, segundo general, demonstraram que "eles ainda têm a capacidade e continuam sendo, eu diria, uma força resistente, que tem uma capacidade de regenerar seu poder de combate se for necessário."

"Eles reconhecem quão importante é ter esses ataques de destaque para (...) provocar a violência sectária", disse Caslen. "Não encontramos reações sectárias, o que acho que é bom."

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