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Al Qaeda planejava outro atentado com aviões, diz BBC

LONDRES - A rede terrorista Al-Qaeda planejava um novo atentado no Ocidente com aviões comerciais, informou nesta terça-feria a BBC, citando a fontes do governo do Reino Unido.

EFE |

A advertência britânica ocorre um dia depois da condenação de três islâmicos, acusados de conspiração para matar milhares de pessoas. Desta vez, o plano dos terroristas seria explodir em pleno voo aviões na rota entre Londres e a América do Norte.

Segundo o tribunal que os condenou, em 2006, Abdulla Ahmed Ali, Tanvir Hussain e Assad Sarwar planejavam embarcar nos aviões com explosivos líquidos camuflados de bebidas gasosas.

Quando detido, o primeiro deles, segundo as autoridades britânicas, já tinha escolhido os sete voos entre Londres e Estados Unidos e Londres e Canadá que iria explodir sobre águas do Atlântico, no intervalo de duas horas e meia.

Em um vídeo, Ahmed Ali avisou à população britânica que deveria esperar por "uma avalanche de operações de martírio", que deixariam corpos mutilados espalhados pelas ruas do país.

A prisão em 2006 da maior operação antiterrorista conhecida até o momento no Reino Unido alterou a segurança nos aeroportos de todo o mundo e provocou a introdução de severas restrições ao transporte de líquidos.

Fontes dos serviços britânicos de inteligência disseram à "BBC" que o plano foi orquestrado por integrantes da Al-Qaeda no Paquistão, entre eles Rashid Rauf, um cidadão britânico foragido que foi detido no Paquistão e conseguiu escapar das autoridades daquele país, pouco antes de ser extraditado ao Reino Unido.

Diversas fontes dizem que Rauf morreu em novembro de 2008, durante um bombardeio americano no Paquistão contra uma casa onde estariam escondidos alguns dos principais líderes da Al-Qaeda.

Nas últimas horas, o hoverno britânico divulgou os detalhes da operação que levou à prisão dos três islâmicos, cuja pena será conhecida na próxima segunda-feira.

A principal autoridade do Comando Antiterrorista da Polícia de Londres, John Mcdowell, reconheceu à "BBC" que "agiu no momento em que o risco foi considerado mais elevado".

A tomada de decisão ainda foi influenciada pelas pressões dos Estados Unidos, cujo ex-secretário de Segurança Nacional Michael Chertoff confirmou que Rauf "era o responsável por supervisionar o plano, embora não estivesse envolvido pessoalmente nos atentados".

O ex-chefe de operações especiais da Scotland Yard Andy Hayman também falou do momento "crítico e difícil" em que ocorreram as detenções.

"Não podíamos nos arriscar, porque se a célula que estávamos vigiando fosse alertada dessa detenção, tudo o que tínhamos conquistado poderia ser perdido", explicou.

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