Al Qaeda pede que sudaneses peguem em armas contra Ocidente

Cairo, 24 mar (EFE).- O número dois da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, pediu hoje que os sudaneses iniciem um levante armado contra o Ocidente, após a emissão de uma ordem de detenção internacional contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir.

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"Preparem-se para uma longa guerra de guerrilhas, pois a campanha cruzada contemporânea mostrou seus dentes", disse Zawahiri, em gravação colocada em um site islâmico, cuja autenticidade não pôde ser verificada.

Para Al-Zawahiri, a ordem de detenção ditada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Bashir é só um pretexto, já que "o problema não é sobre Darfur, e sim que (o Ocidente) precisa criar desculpas para uma maior ingerência nos países muçulmanos, dentro da cruzada sionista".

No último dia 4, o TPI ordenou a detenção de Bashir por crimes de guerra e de lesa-humanidade na região sudanesa de Darfur, no oeste do país.

"Gostaria de mandar a nosso querido e paciente povo muçulmano sudanês uma mensagem. Digo a todos: vocês são um alvo para que o islã seja eliminado do Sudão. É preciso entender isso. E para que o Islã seja eliminado do Sudão, é preciso encontrar uma justificativa para uma intervenção militar do Ocidente", disse Zawahiri.

Segundo o "número dois" da Al Qaeda, o regime de Cartum é fraco demais para defender seu povo, e por isso os sudaneses devem seguir o exemplo dos "irmãos do Iraque e da Somália".

Apesar de criticar a decisão do TPI, Zawahiri quis deixar claro na gravação, de aproximadamente 15 minutos, que não estava defendendo "nem Bashir, nem seu regime, e nem o que está acontecendo em Darfur".

"O regime de Bashir está colhendo o que semeou, ao se submeter às pressões dos Estados Unidos e expulsar a os mujahedins (combatentes da guerra santa) que tinham se refugiado no Sudão, especialmente o xeque Osama bin Laden", apontou Zawahiri.

Mesmo assim, o dirigente da Al Qaeda assinalou que o Governo de Cartum e Bashir ainda têm a oportunidade de se arrepender e voltar ao caminho correto "do islã e da terra santa", abandonar as manobras políticas, e aplicar a "Sharia" (lei islâmica) de uma forma correta no Sudão. EFE aj/mh

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