Al Qaeda pede aos palestinos de Gaza que não aceitem trégua

Cairo, 23 fev (EFE).- Ayman al-Zawahiri, considerado o número dois do grupo terrorista internacional Al Qaeda, pediu hoje aos palestinos islamitas de Gaza que não aceitem um cessar-fogo e disse que sua luta pode se estender a alvos em todo o mundo.

EFE |

A mensagem surgiu em foros islamitas da internet em áudio e texto, sendo este último nas línguas árabe e inglesa.

O braço direito de Osama bin Laden afirma que "os países árabes que ajudam Israel estão tentando impor ao povo de Gaza uma interrupção de sua luta em troca do fim do embargo de quase dois anos".

Al-Zawahiri comentou ainda que o povo de Gaza está sendo alvo de "desculpas e pressões" para que Israel consiga na mesa de negociações, por meio de "complôs e conspirações", o que "seus aviões de combate e sua artilharia" não conseguiram.

A Faixa de Gaza, que sofre um bloqueio pelo Exército israelense desde que o Hamas assumiu o controle do território, em junho de 2007, foi atacada por Israel de 27 de dezembro a 18 de janeiro, em uma ofensiva que deixou cerca de 1.400 mortes entre os palestinos.

O dirigente da Al Qaeda, que não menciona o Hamas, disse que a luta de Gaza para libertar a Palestina e a pátria do Islã não deve cessar, e que se o campo de batalha fica menor em um lugar, cresce em outros.

"Os alvos estão espalhados por todo o mundo e o inimigo não pode nos impor o lugar, tempo e a forma de combater", acrescenta.

A mensagem é publicada em um momento no qual estão em ponto morto as negociações indiretas entre Hamas e Israel, através de mediadores egípcios, para buscar um cessar-fogo de um ano e meio que substitua a frágil trégua provisória vigente atualmente.

Al-Zawahiri também garante que todos os combatentes islâmicos de Gaza serão auxiliados em "qualquer lugar do mundo" para que recebam treino e estejam preparados na luta, missão esta em que "esforços não serão poupados".

"Nossos irmãos, os mujahedins de Gaza, não devem desesperar se estiverem limitados porque o mundo inteiro é nosso campo de luta contra os objetivos da cruzada sionista", comentou Al-Zawahiri. EFE ag/dp

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