Al Qaeda nega detenção de líder máximo no Iraque

Cairo, 12 mai (EFE).- O autodenominado Estado Islâmico do Iraque, um conglomerado de grupos radicais islâmicos liderados pela Al Qaeda, negou hoje que seu líder máximo, Abu Omar al-Baghdadi, tenha sido detido pelas Forças de Segurança iraquianas.

EFE |

Segundo um comunicado publicado em uma página frequentemente utilizada por grupos próximos à Al Qaeda, as informações do Governo iraquiano sobre sua detenção são parte de uma "obra teatral" escrita na "Casa Negra" (Washington).

No dia 28 de abril, o Governo iraquiano confirmou a detenção de Baghdadi, após submetê-lo a um exame de DNA.

O grupo assegura ainda que não é Baghdadi a pessoa que aparecia na foto apresentada nesse mesmo dia pelo porta-voz do plano de segurança em Bagdá, o general Qasem Atta, ao confirmar sua detenção.

"Não sabemos quem é a pessoa que aparece na fotografia mostrada pelo canal internacional iraquiano", diz a nota assinada pelo "Ministério de Informação do Estado Islâmico do Iraque".

"Anunciamos a boa notícia à comunidade de muçulmanos de que o emir dos crentes, o xeque Abu Omar al-Baghdadi (que Deus o proteja), se encontra bem", conclui.

A note, cuja autenticidade não pôde ser confirmada, é o primeiro pronunciamento realizado por este grupo desde o anúncio oficial da detenção de seu líder.

A identidade de Baghdadi é objeto de polêmicas e alguns analistas inclusive asseguraram que não existe uma pessoa com esse nome, mas identifica várias individualmente ou um coletivo.

Baghdadi se proclamou sucessor do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, após sua morte em um bombardeio aéreo americano em 8 de junho de 2006, em uma aldeia situada ao nordeste de Bagdá. EFE jfu/mh

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