Al Qaeda fixa prazo e exigências por reféns europeus

DUBAI (Reuters) - O braço da Al Qaeda no norte da África confirmou que estendeu seu prazo para manter com vida um refém francês e deu à Itália 25 dias para cumprir suas exigências em troca de um prisioneiro italiano, de acordo com comunicado divulgado na internet. O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, já havia afirmado, em comentários transmitidos na segunda-feira, que a Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) estendeu o prazo pelo refém francês.

Reuters |

O grupo disse posteriormente em comunicado publicado em websites islâmicos: "Após o fim do primeiro período dado a França e Mali pelos mujahideen sobre o refém francês, os mujahideen decidiram estender o prazo até 20 de fevereiro."

"França e Mali serão totalmente responsabilizados pela vida do refém se as exigências não forem cumpridas."

O francês Pierre Camatte foi seqüestrado em Mali em novembro, e o AQMI exigiu, pela sua vida, a libertação de vários prisioneiros detidos pelo país africano.

O grupo também assumiu a responsabilidade pelo sequestro de três espanhóis e de um casal italiano.

O AQMI emergiu em 2007 do movimento salafista GSPC que lutou contra forças de segurança da Algéria nos anos 1990.

No ano passado, ele matou um refém britânico. Analistas dizem que o grupo almeja tanto resgates milionários como objetivos políticos.

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