Al Qaeda critica Obama e diz que política dos EUA não mudou

Cairo, 20 abr (EFE).- O considerado número dois da rede terrorista Al Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, criticou hoje o presidente americano, Barack Obama, e disse que a política de Washington a respeito dos muçulmanos não sofreu mudanças.

EFE |

"A América do Norte continua oprimindo os muçulmanos e apoiando os governantes ladrões e traidores", disse Zawahiri em referência à política de Obama, em uma gravação de áudio oferecida por um site utilizado comumente pela Al Qaeda e por outros grupos afins.

O dirigente da Al Qaeda acrescentou que a "decisão de Obama de aumentar as tropas americanas no Afeganistão não mudará a situação, já que continuarão sofrendo baixas".

Após tomar posse de seu cargo, Obama anunciou o envio de 17 mil soldados de reforço ao Afeganistão para combater os talibãs.

"A decisão de enviar mais soldados é como jogar óleo no fogo", disse Zawahiri, sobre o novo ocupante da Casa Branca.

Além disso, qualificou a intenção de alcançar um acordo com os talibãs moderados de uma "mera ilusão".

Além disso, Zawahiri pediu aos "mujahedin" (guerreiros santos) do Iraque que rompam as fronteiras dos países vizinhos para libertar Jerusalém da ocupação palestina.

"Chamo a nação islâmica a mudar a atual situação, ajudando os 'mujahedin' do Iraque a romper as fronteiras e as barricadas colocadas pelos malvados para facilitar que libertem Jerusalém, porque o Iraque é a porta para libertar toda a Palestina", disse o líder da Al Qaeda na gravação.

Em seu discurso, Zawahiri, também acusou o Governo xiita do Iraque de colaborar com as "tropas ocupantes".

A mensagem, de 45 minutos e na qual também critica o Irã, foi emitida para que coincidisse com o sexto aniversário da invasão do Iraque e com o 30º aniversário da assinatura da paz entre Israel e Egito, como se entende do título da gravação.

O dirigente terrorista qualificou também o Egito de traidor, por pressionar o Hamas "para que aceite o que Israel foi incapaz de conseguir com sua operação militar" contra a Faixa de Gaza em dezembro e janeiro.

Além disso, perguntou como os palestinos podiam aceitar o reconhecimento da ocupação israelense dos territórios palestinos.

Neste sentido, além de criticar o anterior secretário da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, e o secretário atual, Mahmoud Abbas, por assinar os Acordos de Oslo, ressaltou que "Israel não deu nada aos árabes, após anos de conversas".

"Israel não aceita outra coisa que não seja a rendição", acrescentou.

O discurso de Zawahiri, cuja data de gravação não é precisada pelo site, é interrompido por declarações de vários islamitas conhecidos no mundo árabe.

A última gravação de Zawahiri datava de 24 de março, quando pediu aos sudaneses a iniciar um levante armado contra o Ocidente, depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu uma ordem de detenção contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir. EFE nq/an

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