DUBAI (Reuters) - O braço da Al Qaeda no norte da África informou que está por trás do ataque suicida de domingo na Argélia, de acordo com um comunicado publicado na Internet na quarta-feira. Um carro-bomba explodiu perto de uma estação policial na cidade de Tizi Ouzou, a leste de Argel, no domingo, ferindo 25 pessoas incluindo quatro policiais.

O grupo, organização da Al Qaeda na região do Magreb Islâmico, identificou o militante responsável pelo ataque como Makhlouf Abou-Mariam e disse que seu caminhão carregava 600 quilos de um material explosivo não-identificado.

A explosão destruiu uma dúzia de carros, destruiu a fachada de um pequeno bloco de apartamentos, arrancou pedaços das paredes de prédios vizinhos e quebrou as janelas no centro da cidade.

'Dizemos aos filhos da França e aos escravos da América, e dizemos aos seus mestres também, que nosso dedo está no gatilho e os comboios de mártires querem agitar suas fortalezas em defesa de nossa nação islâmica', disse o grupo em um comunicado publicado em site islâmico.

O grupo também divulgou uma foto de Abu-Mariam, que parecia estar na casa dos 20 anos, vestindo um turbante verde e segurando uma pistola em uma mão e uma granada na outra, com três rifles de assalto perto dele.

O grupo já assumiu a responsabilidade por vários ataques, incluindo atentados a bomba contra escritórios da ONU e contra o prédio de uma corte em Argel em dezembro de 2007, quando morreram 41 pessoas, das quais 17 faziam parte da equipe da Organização das Nações Unidas.

A Argélia está se levantando de mais de uma década de um conflito que começou quando, em 1992, o governo apoiado pelos militares suspendeu as eleições legislativas que um partido radical islâmico deveria ganhar. Cerca de 150 mil pessoas morreram, vítimas da violência.

O derramamento de sangue diminuiu nos últimos anos e, em 2006, o governo libertou mais de 2 mil ex-membros das guerrilhas islâmicas, com uma anistia que tinha o objetivo de dar um fim ao conflito. Mas rebeldes radicais, membros da Al Qaeda no nrote da África, continuam lutando

(Por Inal Ersan)

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