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Al Qaeda ameaça atacar cruzados na Península Arábica

Cairo, 8 fev (EFE).- O considerado número dois da Al Qaeda no Iêmen, Said al-Shahri, afirmou que sua rede terrorista vai lançar novos ataques contra os cruzados na região.

EFE |

Em uma fita de áudio divulgada hoje pela rede de televisão do Catar "Al Jazira", e cuja autenticidade não pôde ser confirmada, al-Shahri ameaçou iniciar uma "campanha na Península Arábica que acabará com os sonhos dos cruzados e dos judeus na região".

"Eles querem acabar com os seus grupos", disse al-Shahri, dirigindo-se ao líder talibã afegão, o mulá Mohamad Omar; ao chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden; e a seu braço direito, Ayman al-Zawahiri.

Segundo a "Al Jazira", al-Sharif afirmou, além disso, que a tentativa de atentado em 25 de dezembro contra um avião americano de passageiros ia de Amsterdã a Detroit foi executada em coordenação direta com Osama bin Laden.

No entanto, a cadeia não divulgou a parte da fita onde estão estas declarações.

Al-Sharif elogiou o responsável desse atentado frustrado, o nigeriano Omar Farouk Abdulmutalab, e disse que os dirigentes da Al Qaeda e os mujahedins na Península Arábica estão todos bem de saúde, em referência a informações do Governo do Iêmen sobre suas mortes.

Em 24 de janeiro, a "Al Jazira" emitiu uma mensagem gravada de Bin Laden, na qual assumia a autoria do atentado frustrado.

Por outro lado, em um site usado habitualmente pelos islamitas, al-Shahri pediu - em uma gravação sonora distinta da reproduzida pela "Al Jazira"- à nação muçulmana que se uma na luta contra os americanos em lançar ataques "por terra, mar e ar" para defender sua religião na Península Arábica.

"A guerra contra os muçulmanos na Península Arábica foi planejada há muito tempo por meio de conferências internacionais", apontou al-Shahri, que destacou a importância de lugares estratégicos no mar, como Bab-el-Mandeb, à entrada do Mar Vermelho.

"Se conseguimos controlar Bab-el-Mandeb, vamos fechar os judeus.

É através dele que os americanos levam ajuda pelo Mar Vermelho", ressaltou.

Além disso, al-Shahri lembrou aos EUA que não há outra solução além da de Osama bin Laden: "os EUA não vão sonhar com a segurança até que tenham nossos irmãos na Palestina a tenham", advertiu. EFE hh/sa

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