Al Qaeda ainda não foi derrotada no Iraque, diz general

Por Mohammed Abbas e Waleed Ibrahim BAGDÁ (Reuters) - Apesar de uma queda no nível de violência registrado no Iraque, a rede Al Qaeda continua a ter força dentro daquele país e os soldados norte-americanos precisam continuar enfrentando o grupo militante, afirmou o general David Petraeus, que em breve deixará de comandar as forças dos EUA no território iraquiano.

Reuters |

Petraeus afirmou ao canal de TV Arabiya acreditar que os recentes sucessos na redução da violência haviam feito melhorar a imagem dos norte-americanos junto aos iraquianos.

Os soldados recebidos inicialmente como libertadores e depois vistos como ocupantes estão sendo novamente aceitos como aliados.

Em uma entrevista gravada na segunda-feira e prevista para ir ao ar na sexta-feira, Petraeus foi questionado sobre se a Al Qaeda havia sido derrotada no Iraque.

'Nenhum comandante militar dirá algo desse tipo. Tudo o que podemos dizer é que a Al Qaeda continua a ser perigosa', afirmou.

Os comentários de Petraeus foram traduzidos para o inglês da transcrição em árabe da entrevista enviada à Reuters.

'Com certeza, outros crimes desse tipo serão cometidos, e nós precisamos continuar nos esforçando para enfrentar esses ataques', disse.

Petraeus e seu ex-vice e sucessor nomeado, tenente-general Raymond Odierno, são apontados como os responsáveis por implementar uma estratégia militar que ajudou a reduzir a violência no Iraque, país que quase mergulhou em uma guerra civil sectária depois do atentado de 2006 contra uma importante mesquita.

Nesta semana, membros do Pentágono disseram que Petraeus havia recomendado aos EUA que retirassem seus soldados lentamente do Iraque, levando para casa apenas uma brigada de combate no começo do próximo ano. Uma brigada de combate é formada por algo entre 3.000 e 5.000 soldados.

'Há muitas missões que não foram completadas. Qualquer um que fique no meu lugar e que seja honesto consigo mesmo precisa admitir esse fato', afirmou Petraeus.

O número de episódios de violência no Iraque caiu para seu menor patamar dos últimos quatro anos, e o futuro dos mais de 140 mil soldados norte-americanos presentes no país é uma das questões centrais da eleição presidencial dos EUA, que ocorre em novembro.

Um mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) que autoriza a presença dos militares norte-americanos no Iraque deixa de vigorar no dia 31 de dezembro, recolocando o debate sobre quando os soldados devem sair dali e qual será a missão deles até lá.

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