Al Jazeera mostra reféns sequestrados no Níger vivos

Reféns são funcionários de empresas francesas e foram sequestrados em região de mineração de urânio

Reuters |

A TV Al Jazeera exibiu nesta quinta-feira as primeiras imagens de sete reféns, cinco dos quais franceses, sequestrados há duas semanas por um grupo ligado à Al-Qaeda no Níger. A chancelaria francesa confirmou a autenticidade das fotos, que o canal árabe disse ter recebido da Al Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI).

Os sete reféns - seis homens e uma mulher - aparecem com aspecto saudável, roupas casuais e relativamente limpos, sentados na areia num ambiente desértico, junto a vários homens armados e usando turbantes e trajes tradicionais beduínos. Um cidadão do Togo e outro de Madagascar também estão entre os reféns.

AFP
Imagem divulgada nesta quinta-feira mostra os sets reféns
Romain Nadal, porta-voz da chancelaria francesa, disse que as fotos "foram autenticadas", mesmo sem saber sobre a autoria das imagens. "Elas são um sinal encorajador por mostrarem os reféns vivos", acrescentou. A França acredita que os reféns estejam sendo mantidos numa região montanhosa no noroeste do Mali.

A consultoria norte-americana Site Intelligence, que monitora comunicações dos insurgentes, também divulgou uma gravação de áudio em francês, divulgada pela AQMI em sites islâmicos da internet. No material, ao qual a Reuters teve acesso, cada refém responde, em francês, sobre seu nome, cidade de origem, idade, estado civil, além de dizer quem realizou o sequestro, e quando.

Os reféns são funcionários das empresas francesas Areva e Vinci, e foram capturados na localidade de Arlit, onde há mineração de urânio. Em julho, a AQMI havia matado um refém francês de 78 anos, após uma frustrada ação militar para tentar libertá-lo.

A França disse não ter recebido nenhum pedido de resgate pelos trabalhadores sequestrados, mas afirmou que cogitaria negociar com os sequestradores.

O Níger fornece cerca de um terço do urânio usado nas usinas nucleares francesas. Até agora, os rebeldes não estavam ativos nas zonas de mineração.

As autoridades francesas elevaram o nível de alerta conta terrorismo depois de receberem na semana passada a denúncia de que uma mulher-bomba estaria preparando um atentado no metrô parisiense.

A empresa Areva negou que tenha a intenção de abandonar o Níger por causa do incidente. "Vou a Arlit amanhã encontrar os trabalhadores e dizer a eles que a Areva continua no Níger", disse a executiva Anne Lauvergeon após se reunir em Niamey, a capital, com o chefe do regime militar local, Salou Djibou.

Na quarta-feira, Djibou fez um apelo pela TV para que a população ajude a capturar os sequestradores.

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