Al Gore vê com bons olhos as iniciativas chinesa e japonesa para o clima

O ex-vice-presidente americano e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, afirmou nesta terça-feira que acha olhos as promessas de ações chinesa e japonesa contra o aquecimento do planeta, feitas durante a cúpula das Nações Unidas sobre o clima.

AFP |

"A China mostra um espírito de iniciativa impressionante para lutar contra o aquecimento climático", declarou Al Gore à imprensa, em um foro realizado à margem da cúpula.

Os objetivos de redução, antes de 2020, do aumento das emissões de CO2 da China vinculado a seu crescimento econômico apresentados pelo presidente Hu Jintao "não são insignificantes", estimou Gore.

Ao citar, além disso, os investimentos importantes feitos pela China em termos de energia eólica e solar, Al Gore afirmou que todos esses esforços são importantes.

"E dispomos de todas as indicações que mostram que, em caso de progressos importantes nas negociações (de Copenhague), a China estará pronta para fazer inclusive mais".

Al Gore felicitou igualmente o novo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, que confirmou o compromisso de seu país de reduzir as emissões de gás de efeito estufa, além de anunciar um aumento das ajudas aos países pobres na luta contra o aquecimento global.

"Para seus objetivos a médio prazo, o Japão se esforçará em reduzir suas emissõse em 25% antes de 2020, em relação a seus níveis de 1990", indicou Hatoyama durante a cúpula das Nações Unidas sobre o clima.

Para conseguir isso, prometeu "mobilizar todas as ferramentas políticas disponíveis", incluindo a criação de um mercado nacional de permissão de emissão ou instaurando uma taxa sobre as emissões de carbono.

Este novo objetivo é muito mais ambicioso que o do governo anterior, que buscava uma redução de apenas 8%.

"O Japão também está disposto a proporcionar um apoio financeiro e técnico para acompanhar os progressos da negociação internacional", acrescentou o primeiro-ministro.

"A ajuda financeira pública e a transferência de tecnologias para os países em vias de desenvolvimento são particularmente importantes", enfatizou.

Mais cedo, Jintao defendeu a redução das emissões de dióxido de carbono da China em relação a seus níveis de 2005 em uma medida importante até 2020.

Jitao também expressou ante a Assembleia Geral da Nações Unidas que os cortes deverão ser medidos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), em linha com as preocupações chinesas quanto a seu rápido crescimento econômico.

"Nós nos esforçaremos por reduzir as emissões de dióxido de carbono em proporção com o Produto Interno Bruto em uma medida importante até 2020, com relação aos níveis de 2005", afirmou Hu na cúpula especial sobre mudança climática na ONU.

sct/cn

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