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Al Gore defende vontade global para lutar contra a mudança climática

Alba Fernández Candial. Manaus, 26 mar (EFE).- O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore defendeu hoje a necessidade de os países do mundo, desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, superarem suas diferenças e se unam para lutar contra a mudança climática O acordo mundial (para lutar contra a mudança climática) deve nos movimentar rumo a uma nova política global, que nos permita conseguir coisas todos juntos, declarou Gore no Fórum Internacional de Sustentabilidade da Amazônia, que está sendo realizado hoje e amanhã em Manaus.

EFE |

Gore assinalou a importância de fazer um "esforço" mundial para reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Nesse sentido, o prêmio Nobel da Paz insistiu na necessidade de conseguir um acordo unânime na próxima cúpula sobre a mudança climática, em dezembro no México, depois do fracasso das negociações em Copenhague no final de 2009.

"A alternativa para um acordo no México é totalmente inaceitável", assegurou Gore, apontando que o desafio do aquecimento global também deve servir para criar uma "vontade global".

"Nunca uma geração tinha tido tanta responsabilidade: o futuro das próximas gerações depende das decisões que tomemos agora", exclamou o político, que ganhou a audiência do Fórum com seus dotes de orador.

O político divertiu o público ao apresentar a si mesmo como "o eterno futuro presidente dos Estados Unidos" e, após os risos do público, espetou: "Para mim não tem graça nenhuma".

O autor de "Uma Verdade Inconveniente", documentário que retrata os efeitos e consequências do aquecimento global, revelou que a cada dia são vertidas 90 toneladas de CO2 na atmosfera, 30 das quais vão para o mar e contaminam os sistemas oceânicos.

"A atmosfera da Terra é o elemento mais fraco de todo o sistema terrestre: é tão fina que, de carro, demoraríamos apenas alguns minutos para atravessá-la", explicou.

Assim, Gore advertiu sobre as mudanças produzidas pelo homem e suas atividades durante os últimos cem anos e suas repercussões, como é o caso de desastres climatológicos e naturais que cada vez são mais frequentes.

Em relação à Amazônia, descreveu a reserva verde como um "incrível tesouro" que garantirá o futuro do Brasil se o Governo do país for capaz de preservá-la.

O ex-vice-presidente assegurou que, ao longo dos últimos anos, o Brasil demonstrou sua liderança no âmbito da preservação ecológica ou mediante o desenvolvimento de biocombustíveis.

Igualmente, destacou a "riqueza inigualável" da floresta amazônica e assinalou a vantagem de seus recursos naturais: desde curas para doenças, a produtos comestíveis e novos materiais.

"Tudo o que a pessoas não podem fazer, a natureza produz há milhares de anos", comentou Gore, indicando que os cientistas que analisam o Amazonas também estudam técnicas ancestrais das tribos nativas para manter a terra mais limpa e cultivável.

Além disso, elogiou as políticas econômicas que pretendem conciliar a indústria com o meio ambiente, e deu a cidade de Manaus como exemplo.

Apesar das políticas aplicadas pelo Governo do estado do Amazonas para preservar a região, o ciclo do rio mais caudaloso do planeta também foi afetado pelo degelo do polo Norte e por uma temporada de grave seca em 2005.

Nesse sentido, voltou a insistir sobre a necessidade de atuar logo e com rapidez, e criticou a tendência de resultados divulgada durante as últimas décadas por empresas, políticos e meios de comunicação.

"Querer obter resultados a curto prazo afetou nossa maneira de ver a mudança climática: investir no futuro é investir a longo prazo", concluiu Gore, aplaudindo o papel dos mais jovens neste novo desafio. EFE af/ma

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