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Ajuda prometida ao Haiti é impressionante , mas maior parte não foi entregue

Washington, 3 fev (EFE).- A ajuda internacional prometida ao Haiti após o terremoto de 12 de janeiro é impressionante, mas até agora mais de 85% não foi desembolsada ou entregue, informa hoje um editorial do jornal The Washington Post.

EFE |

"Isso não é tão surpreendente quanto possa parecer", acrescentou.

"Toda a canalização de US$ 2 bilhões em um país tão pobre e debilitado como o Haiti requer tempo. Se tudo fosse feito rápido demais poderia causar novos problemas".

Mas mesmo com essa consideração, o editorial ressalta que "a menos que haja um mecanismo eficaz para a coleta, coordenação e distribuição da ajuda, as disputas sobre as prioridades e enfoques das despesas serão um desperdício de tempo".

O custo da reconstrução do Haiti "será enorme, possivelmente acima dos US$ 10 bilhões", continuou o editorial. "O número real em dólares será prometido, mas pode ser que seja menos importante que assegurar que os países e instituições doadoras cumpram com suas promessas".

Uma conferência organizada pelas Nações Unidas para tratar da reconstrução do Haiti "será a terceira das reuniões de doadores para o Haiti em menos de quatro anos".

A mais recente ocorreu em abril de 2009, depois que os furacões e as tempestades tropicais atingiram o país caribenho. Mas dos US$ 402 milhões prometidos pelos principais doadores e organizações multilaterais, apenas US$ 72 milhões chegaram ao Haiti, destacou o "Post".

"Mais de 80% restante do montante prometido foi alocado, mas não foi desembolsado ou está à espera de relatórios, revisões ou aprovações por parte de várias juntas, Governos, agências e legislaturas nos Estados Unidos, na União Europeia, no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no Japão e em outras partes".

Uma forma de acelerar o fluxo de ajuda após o terremoto de janeiro, segundo o jornal, seria o estabelecimento de um fundo financeiro dos diferentes doadores, semelhante ao que bancou quase US$ 1 bilhão para a reconstrução de Aceh, na Indonésia, depois do tsunami em 2004. EFE jab/sa

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