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Ajuda humanitária começa a chegar a Mianmar

Mianmar começou a receber nesta quarta-feira aviões com suprimentos de ajuda para as pessoas afetadas pelo ciclone tropical que devastou partes do sul do país no sábado e deixou mais de 22 mil mortos. http://www.bbc.co.uk/portuguese/pop/080507_video_mianmar_pop.shtml target=_topVeja a reportagem.

BBC Brasil |

A junta militar que governa Mianmar deu permissão para que um avião da ONU pudesse pousar no país. Países vizinhos como Tailândia e Índia também enviaram aviões com ajuda.

A China disse que um avião chinês com 60 toneladas de suprimentos pousou em Yangun, principal cidade de Mianmar.

Mesmo assim, ainda há reclamações de que os militares que comandam o país estariam dificultando a entrada de funcionários de agências internacionais.

Diplomatas americanos em Mianmar afirmam que receberam informações de que o número de mortos pelo ciclone pode chegar a 100 mil.

A chefe da embaixada dos Estados Unidos no país, Shari Villarosa, afirmou que o número não foi confirmado e é baseado em estimativas de uma organização não-governamental.

"A situação na região do delta (de Irrawaddy, no sul do país) parece estar cada vez mais horrenda", disse a diplomata a jornalistas por telefone.

Apelo

O correspondente da BBC no país, Paul Danahar, disse que esse é o maior desafio para a junta militar desde 1989, quando o movimento pró-democracia esteve em seu ápice. Os militares estão no poder desde 1962.

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, fez um apelo aos generais.

"Esqueçam a política. Esqueçam a ditadura militar", disse Rudd. "Vamos apenas levar ajuda a essas pessoas que estão sofrendo e morrendo enquanto falamos, por causa da falta de apoio."

O presidente americano, George W. Bush, que no passado apoiou sanções contra Mianmar por causa da repressão a movimentos pró-democracia, ofereceu o apoio de navios da Marinha americana que estão na região.

O embaixador dos Estados Unidos na Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), Scot Marciel, disse esperar que Mianmar "aceite a ajuda dos Estados Unidos."

Destruição

Uma grande parte da região ao redor do delta de Irrawaddy, no sul do país, permanece debaixo d'água.

Muitas estradas ainda estão bloqueadas, e os sobreviventes começam, aos poucos, a emergir de uma cena catastrófica, famintos e vulneráveis a doenças, segundo relatos que chegam do país.

Na terça-feira, a imprensa estatal confirmou a morte de 22.464 pessoas e disse que outras 41.054 estão desaparecidas. Até 1 milhão de pessoas estariam desabrigadas na região de Irrawaddy, segundo a Unicef.

O embaixador britânico no país, Mark Canning, disse que cerca de 50 mil podem ter morrido na tragédia.

"A proporção desse desastre se revela a cada hora", disse Canning à BBC. "É muito difícil ter um quadro claro porque a maior parte dos danos aconteceu em áreas de acesso muito difícil."

Um referendo sobre uma nova Constituição proposta pelos líderes militares de Mianmar está marcado para sábado, mas pode ser adiado nas áreas mais afetadas.


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