Genebra, 22 ago (EFE).- A ajuda humanitária que várias agências da ONU têm preparada há vários dias para as vítimas do conflito na Ossétia do Sul segue sem conseguir entrar nesta república separatista, informou hoje a organização.

Isso apesar de o chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), o português António Guterres, ter visitado hoje a Ossétia do Sul, após um acordo feito com autoridades russas.

Guterres é a primeira personalidade da comunidade internacional a ter sua entrada permitida no território, embora não tenha sido autorizado seu deslocamento com um comboio de ajuda, e sim apenas com os integrantes de sua delegação, segundo esclareceu um de seus porta-vozes.

"O acesso segue sendo nossa prioridade", insistiu, por sua vez, a porta-voz do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (Ocho), Elisabeth Byrs.

Elisabeth explicou que o corredor humanitário aberto há poucos dias na Geórgia funciona, mas que "há problemas para levar nossa ajuda fora desse eixo principal por razões de segurança, já que não sabemos se o terreno está minado".

Por essa razão, o Ocho pediu que especialistas do Serviço para Ações contra Minas - entidade também da ONU - verifiquem essa situação. EFE is/fr

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.