O presidente do Haiti, René Preval, afirmou nesta quarta-feira que as entidades internacionais de ajuda humanitária precisam de uma melhor coordenação para alcançar os sobreviventes do terremoto que atingiu o país em 12 de janeiro.


Grupos humanitários e soldados de todo o mundo têm distribuído comida, água e assistência médica aos cerca de 3 milhões de feridos e desabrigados, e em alguns momentos a entrega da ajuda se torna caótica - exigindo até mesmo que os militares usem gás lacrimogêneo e deem tiros para o alto para controlar as multidões. Em muitos acampamentos improvisados, desabrigados se queixam de ainda não terem recebido ajuda alguma.

"Não estou em posição de criticar ninguém, muito menos as pessoas que vêm aqui para me ajudar", disse Préval. "O que estou dizendo, o que todos estão dizendo, é que precisamos de uma melhor coordenação".

Préval se disse grato pelo dinheiro arrecadado no mundo desde o terremoto de magnitude 7 que atingiu a nação caribenha no dia 12, matando até 200 mil pessoas no país mais pobre das Américas. Ele também tentou atenuar a preocupação de que a corrupção haitiana irá sugar a ajuda que deveria servir à desesperada população local.

"O governo haitiano não viu um centavo do dinheiro que foi arrecadado para o Haiti. Suponho que isso signifique que o dinheiro está indo para as ONGs", falou.

Préval contou que uma entidade portorriquenha apresentou um canhoto de embarque mostrando ter doado US$ 3,5 milhões em ajuda alimentar. Préval disse que perguntou ao grupo onde a comida estava e ouviu como resposta que ela já havia sido entregue a grupos humanitários.

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