SHARM EL SHEIKH - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira que a ajuda dos Estados Unidos à Faixa de Gaza não pode ser dissociada do processo de paz. Hillary participa da Conferência Internacional de para a Reconstrução de Gaza, que acontece em Sharm el-Sheikh, no Egito.


Clique para ver o infográfico


Durante a reunião, Washington deve anunciar uma doação de US$ 900 milhões para os palestinos, mas apenas US$ 300 milhões seguirão diretamente para a Faixa de Gaza. O restante será destinado à Autoridade Palestina.

Reuters
Hillary ouve discurso do presidente do Egito
Hillary Clinton ouve discurso do
presidente egípcio, Hosni Mubarak


"Nossa resposta à crise de hoje não pode estar dissociada de nossos esforços mais amplos para alcançar uma paz global", declarou a chefe da diplomacia dos Estados Unidos, em trecho de discurso divulgado com antecedência.

"Ao conceder uma ajuda humanitária a Gaza, também queremos promover as condições nas quais seja possível ver um Estado palestino", acrescentou.

Hillary afirmou ainda que obteve do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, garantias de que o dinheiro americano não seguirá para o movimento radical Hamas, que desde junho de 2007 controla a Faixa de Gaza e que Washington considera uma organização terrorista.

Apelo

A Conferência Internacional para a Reconstrução de Gaza começou com um discurso do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que fez um apelo por um cessar-fogo durável entre israelenses e palestinos.

"A guerra de Gaza descobriu a fragilidade do processo de paz no Oriente Médio", disse Mubarak na abertura da reunião, na qual se analisará a possibilidade de ajudar com cerca de US$ 3 bilhões os palestinos da região.

Mubarak disse que, para que o processo de reconstrução atinja seus objetivos, são necessárias várias condições, entre as quais a abertura dos postos na fronteira de Gaza e a criação de um governo de unidade entre os diferentes grupos palestinos.

Reuters
Palestinos sentam em meio aos destroços de sua casa

Mulheres palestinas sentam em meio aos destroços de sua casa

O dirigente egípcio também se mostrou favorável a ideia de que um órgão internacional supervisione o processo de reconstrução.

A conferência começou por volta das 05h05 e deve terminar por volta das 13h (horário de Brasília). Participam da reunião chefes de Estado e de governo, ministros e representantes de mais de 70 países, assim como delegados de dezessete organizações internacionais.

É a primeira vez que a comunidade internacional se reúne a fim de reconstruir uma região castigada por um conflito no Oriente Médio. A ofensiva militar israelense contra Gaza, que aconteceu entre 27 de dezembro e 18 de janeiro, deixou mais de 1.300 mortos.

(Com informações da AFP e da EFE)

Leia mais sobre Faixa de Gaza

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.