Airbus A310 cai no Oceano Índico com 153 pessoas a bordo

Um Airbus A310 da companhia aérea estatal do Iêmen, Yemenia, com 153 pessoas a bordo caiu no Oceano Índico na madrugada desta terça-feira perto do arquipélago das Comores, um mês depois do acidente do A330 da Air France entre Rio de Janeiro e Paris, no qual morreram 228 pessoas.

AFP |

As equipes de resgate enviadas ao local da tragédia encontraram um sobrevivente, uma criança, que não teve a idade e a nacionalidade divulgadas.

Mohamed al-Sumairi, diretor-geral adjunto da Yemenia, informou que foram recuperados três corpos durante operações de busca, dificultadas pelas condições meteorológicas ruins.

"O mar agitado e o vento forte prejudicam as operações de busca e resgate", explicou.

Essas condições meteorológicas podem justamente ter sido a causa do acidente, afirmou mais cedo o secretário de Estado francês dos Transportes, Dominique Bussereau.

A aeronave, com 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo, procedente da capital do Iêmen, Sana, e com destino às Comores, caiu no Oceano Índico a 15 km da ilha de Grande Comores às 1H50 (19H50 de Brasília, segunda-feira) poucos minutos antes do pouso.

"A maior parte dos passageiros são cidadãos da França e de Comores", afirmou um funcionário da Yemenia. Uma fonte aeroportuária em Paris informou que 66 franceses estavam a bordo.

O diretor de previsões da agência meteorológica francesa, Jean-Marie Carrière, informou que não havia tempestade na região no momento do acidente.

"Não se fala de zona de convergência intertropical, não há nada disso neste caso", afirmou, em uma referência às condições meteorológicas do acidente da Air France em 1º de junho na costa do Brasil.

Bussereau explicou ainda que a companhia aérea Yemenia era muito vigiada pelas autoridades francesas, após a constatação de vários problemas no avião da tragédia.

"A companhia não estava na lista negra (europeia), mas era objeto de um controle reforçado da nossa parte e seria inspecionada em breve pelo comitê de segurança da União Europeia", destacou.

Pouco depois da notícia do acidente da Yemenia, a Comissão Europeia propôs a elaboração de uma "lista negra mundial" das companhias aéreas perigosas.

Uma associação francesa de consumidores denunciou nesta terça-feira as condições dos voos entre a capital iemenita, Sanaa, e o arquipélago das Comores, realizados, segundo a mesma, por "companhias de risco".

O Bureau de Investigação e Análise (BEA), organismo estatal francês responsável pelas investigações técnicas dos acidentes aéreos, anunciou que enviará uma equipe de especialistas ao local do acidente do A310 da Yemenia.

As Forças Armadas francesas também enviarão dois navios e um avião para participar nas operações de resgate.

Entre os 142 passageiros estavam três recém-nascidos, segundo Abdel Kader, diretor da aviação civil iemenita. Os 11 membros da tripulação eram seis iemenitas, dois marroquinos, dois etíopes e uma filipina.

De acordo com Kader, a maioria dos passageiros que embarcaram no A310 estava em trânsito em Sana: 52 vinham de Paris, 59 de Marselha, 11 do Cairo, 12 de Dubai, três de Jidá, um de Amã e um de Damasco.

Este é o segundo Airbus a cair no mar em um mês.

Um A330 da Air France que voaba entre Rio e Paris caiu no Atlântico em 1º de junho com 228 pessoas a bordo.

As operações de busca recuperaram 51 corpos. Na sexta-feira passada, a Marinha e a Aeronáutica do Brasil encerraram as buscas.

A França prossegue com as operações para tentar localizar as caixas-pretas do avião, essenciais para explicar as causas do acidente. A fabricante europeia Airbus defendeu várias vezes as confiabilidade de suas aeronaves.

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