Air France reitera impossibilidade de sobreviventes do avião

Paris, 4 jun (EFE).- O presidente da Air France, Jean-Cyril Spinetta, reiterou aos parentes dos ocupantes do avião desaparecido na segunda-feira que é impossível que haja sobreviventes, porque o aparelho se desintegrou.

EFE |

O porta-voz das famílias, Guillaume de Saint-Marc, afirmou hoje à Agência Efe que, em reunião com os parentes, realizada na quarta-feira no hotel onde estão hospedados, Spinetta e outros diretores da companhia aérea disseram que "o avião não conseguiu amarar (pousar na água) e se desintegrou, no ar ou em contato com o mar".

Spinetta disse aos parentes que, por essa razão, "não há esperança de encontrar sobreviventes", segundo De Saint-Marc, que afirmou que muitos dos parentes mantinham a esperança de encontrar seus entes queridos com vida.

"Quando você está frente a uma desgraça como esta, se agarra à esperança de que aconteça um milagre, embora a razão diga o contrário", disse.

De Saint-Marc afirmou que alguns dos parentes consideraram "prematuro" a homenagem religiosa feita ontem às vítimas na Catedral Notre Dame de Paris.

"Acho que é uma forma a mais de aceitarem o abominável", disse.

O porta-voz do Estado-Maior francês, Christophe Prazuck, disse que, ao contrário dos brasileiros, os aviões franceses enviados à região onde o aparelho teria se acidentado não encontraram nenhum destroço que pertencesse ao Airbus.

Explicou que os aviões dos diferentes países trabalham de forma coordenada, por isso sobrevoam as áreas em momentos diferentes.

Prazuck disse que o avião-radar Awacs encontrou destroços no mar, mas que a verificação ocular realizada de outros aparelhos mostrou que não eram do Airbus desaparecido.

Dois navios franceses se dirigem à zona na qual os aviões brasileiros avistaram os vestígios. O primeiro deles deve chegar no próximo domingo.

O porta-voz reiterou a importância de localizar os restos do avião para poder começar a investigação e para determinar o ponto exato onde aconteceu o acidente. EFE lmpg/an

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