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Air France recebe críticas por tratamento discriminatório dado a obesos

Paris, 20 jan (EFE).- O Governo francês e associações de obesos criticaram hoje contra a discriminatória política da companhia aérea Air France segundo a qual um passageiro que ocupe mais de um assento e que não tenha comprado uma outra passagem não pode voar caso o avião esteja totalmente ocupado.

EFE |

A secretária de Estado francesa para a Família, Nadine Morano, considerou hoje como "chocante" que pessoas obesas tenham que "pagar duas vezes por causa de sua doença".

As associações de obesos vão mais longe e tacham a medida de "discriminatória", já que "quase todas as companhias aéreas do mundo identificam os passageiros 'particulares' (obesos, grávidas etc.) e os recebem sem cobrar um centavo a mais", explicou à Agência Efe a presidente da associação Allegro Fortissimo, Ane Gauquier.

A polêmica surgiu nesta terça-feira quando uma porta-voz da Air France declarou que a companhia tinha decidido que obesos teriam a "obrigação" de comprar passagens para dois assentos.

A companhia aérea se apressou em desmentir as palavras de sua porta-voz e explicou, no entanto, que lançou uma nova proposta para que as pessoas obesas que "voluntariamente" tenham comprado um segundo assento na classe econômica possam recuperar seu dinheiro sempre que o avião não decolar cheio.

Um funcionário da comunicação da Air France explicou à Efe que houve uma "má interpretação de uma mensagem" e que os obesos não têm "obrigação de adquirir um segundo bilhete".

"Em 90% dos casos, o avião não está totalmente chefio" e, caso esteja, os obesos são deslocados para assentos mais espaçosos, na medida do possível.

No entanto, se o avião estiver completo, um passageiro que precise de dois assentos e só tenha comprado um não poderia viajar, explicou a mesma fonte, alegando "motivos de segurança", já que essa pessoa bloquearia outros passageiros e os aviões devem ser desocupados em até 90 segundos.

A medida será aplicada a partir do próximo dia 1º, disse a Air France em comunicado.

A Allegro Fortissimo entende que a companhia encontrou um "pretexto legítimo", já que "a segurança aérea é um argumento contra o qual não se pode dizer nada", e asseguram que há "outras soluções" que passam por uma melhor gestão dos passageiros e por "gestos humanos". EFE jaf/bba

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