Air France não acredita que sensores de velocidade tenham causado tragédia

A Air France anunciou nesta quinta-feira não estar convencida de que os sensores de velocidade tenham causado a tragédia com seu A330 que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, no qual morreram 228 pessoas.

AFP |

Air France-Klm "não está persuadida" de que os sensores de velocidade conhecidos como sondas Pitot tenham sido culpados, disse em Paris o diretor-geral da companhia, Pierre Henri Gourgeon.

Ele admitiu que o avião que fazia o voo entre Rio de Janeiro e Paris "teve um problema relacionado à medição da velocidade" mas não de que os sensores tenham causado o acidente".

As primeiras investigações realizadas na França assinalavam que o Airbus pode ter sofrido falhas nos sensores de velocidade, que teriam enviado sinais errôneos aos sistemas do aparelho.

O Escritório de Investigações e Análises francesa (BEA), encarregado da perícia do acidente, também anunciou que, por enquanto, "ainda não existiam vínculos establecidos" entre as Pitot e a queda do Airbus a 1.100 km do litoral do nordeste brasileiro na noite de 31 de maio para 1 de junho.

Segundo especialistas, a velocidade excessiva de um avião pode causar a desintegração do aparelho. Uma velocidade muito menor pode provocar sua queda.

Peritos do BEA estão sendo esperados no Brasil para examinar os restos que foram trazidos para terra, enquanto uma força integrada por aeronaves e embarcações de Brasil e França percorrem a zona do desastre em busca de mais corpos e material do aparelho.

bur-gm/sd

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