AIEA não consegue designar novo diretor-geral

Viena, 27 mar (EFE).- A falta de consenso bloqueou hoje a eleição do novo diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que nos próximos quatro anos liderará a luta contra a proliferação nuclear e a resolução dos conflituosos programas atômicos do Irã e da Coreia do Norte.

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Nenhum dos dois candidatos que se apresentaram ao posto, o japonês Yukiya Amano e o sul-africano Abdul Samad Minty, conseguiu a maioria de dois terços necessária no Conselho de Governadores da AIEA.

Amano, embaixador do Japão na AIEA e aspirante com mais chances, obteve o apoio de 22 dos 35 países que formam o Conselho.

Assim, o candidato asiático de 61 anos ficou a apenas um voto de obter a maioria qualificada, em uma votação na qual 12 nações votaram contra ele e uma se absteve.

O processo para escolher ao substituto de Mohamed ElBaradei, à frente da AIEA desde 1997, recomeçará com a apresentação de novas candidaturas.

"O processo está bloqueado", disse à Agência Efe uma fonte diplomática que foi testemunha da votação.

Agora, o órgão encarregado de zelar pelo uso pacífico da energia atômica terá que reiniciar o procedimento de eleição do líder para os próximos quatro anos.

Já nas votações preliminares de ontem, foi constatada a divisão de opiniões entre os membros do órgão executivo da AIEA.

"Há uma polarização grande no Conselho, que já se previa antes das votações", disse hoje à Efe um diplomata.

O japonês tem o apoio, principalmente, dos países industrializados, que esperam dele uma gestão mais "técnica" à frente da AIEA.

Minty é apoiado pelos países emergentes e é um candidato com perfil mais "político", similar ao de ElBaradei.

A partir da próxima segunda-feira, fica aberto um prazo de quatro semanas para a apresentação de novas candidaturas, na qual podem participar os 146 Estados-membros da AIEA. Além disso, os dois candidatos descartados hoje poderiam voltar a se apresentar.

A intenção da AIEA é que o novo diretor-geral já fique designado na reunião do Conselho de Governadores que será realizada em junho, e seja definitivamente ratificado em setembro. EFE As-jk/an

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