AIEA diz que tem apoio de Obama para avançar em diálogo com Irã

Praga, 11 nov (EFE).- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, afirmou hoje em Praga que conta com o apoio do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para avançar na resolução da questão do programa nuclear do Irã.

EFE |

"Temos o apoio de Barack Obama para envolver o Irã em um diálogo direto entre Irã e EUA", declarou o Prêmio Nobel da Paz de 2005.

Dessa forma, ElBaradei insistia na disposição manifestada por Obama de estabelecer um contato direto com o regime de Teerã, com quem os EUA não têm relações diplomáticas.

A AIEA reiterou a necessidade de o Irã colaborar ainda mais e defendeu a via negociadora para que se chegue a um acordo.

ElBaradei destacou que, na AIEA, existe uma "grande preocupação, compartilhada pelo Conselho de Segurança (da ONU) pelas futuras intenções" do programa nuclear iraniano, sob o olhar atento da AIEA há seis anos.

Nesses anos, os inspetores ainda não conseguiram confirmar definitivamente a natureza, militar ou civil, dos esforços nucleares do regime dos aiatolás.

"Somos capazes de verificar todas as atividades do programa de enriquecimento declaradas, mas não sobre supostos estudos vinculados com a dimensão militar", afirmou ElBaradei.

O diretor-geral da AIEA também citou as supostas atividades nucleares secretas da usina síria de Al-Kibar, destruída pela aviação israelense no ano passado.

"Estamos no meio das investigações. Estamos levando esse assunto muito a sério. Lamentamos não ter conseguido investigar antes do ataque", disse ElBaradei após um encontro com o ministro de Relações Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg.

O diretor-geral da AIEA não quis comentar as informações surgidas ontem sobre a possível descoberta de urânio nessas instalações militares, vazadas por fontes diplomáticas em Viena.

ElBaradei informará na próxima semana sobre o resultado das inspeções na central síria em junho.

Sobre o assunto, ElBaradei acrescentou que a AIEA está pedindo que a Síria trabalhe com a "máxima transparência".

A Síria afirma que o local atacado era uma instalação militar convencional sem importância.

Após meses de negociações entre AIEA e Damasco, o regime sírio finalmente cedeu à inspeção, mas só após ter limpado totalmente o local, segundo imagens de satélite. EFE gm/wr/plc

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