AIEA diz que investigações na Síria começaram bem

Por Mark Heinrich VIENA (Reuters) - As investigações do órgão inspetor nuclear da ONU na Síria começaram bem e foi possível coletar amostras extensas do local, disse o chefe da equipe na quarta-feira.

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Olli Heinonen, falando a repórteres em sua volta a Viena depois de quatro dias na Síria, disse que a sua equipe coletou amostras de 'muitas coisas' no local onde Washington afirmou que Damasco construía um reator posteriormente destruído por um ataque aéreo israelense, em setembro do ano passado.

'Em muitos aspectos, conseguimos o que queríamos... E concordamos em fazer...esta primeira viagem', disse ele, acrescentando que ainda é cedo para conclusões sobre o que Israel bombardeou. A Síria diz que trata-se apenas de uma construção militar comum.

'Foi um bom começo, um bom começo', disse Heinonen, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Perguntado sobre se sua equipe de apenas três inspetores conseguiu ver tudo o que queria, além de conversar com autoridades sírias relevantes apesar dos relatórios diplomáticos que diziam que suas chances de interrogá-los seriam limitadas, ele disse: 'sim, muito, mas ainda há trabalho a ser feito. Ainda vai levar um tempo'.

'Coletamos as amostras que precisávamos e agora é hora de analisá-las e checar as informações que temos da Síria. Vamos continuar nossas discussões com os colegas sírios. Nada mais, nada menos do que isto'.

Heinonen disse não saber quanto tempo ele levará para obter os resultados das amostras.

Ele acrescentou que um retorno ao país não foi agendado.

Mas diplomatas próximos à AIEA disseram que o órgão teria de fazer mais missões para desvendar o mistério.

Analistas nucleares da ONU dizem que as imagens de satélite mostram que os sírios removeram escombros e construíram um novo prédio no local destruído pelos israelenses -- uma possível tentativa de acobertar algo.

A AIEA mandou sua equipe depois de receber dos Estados Unidos fotos do local. O fato levou a agência a colocar a Síria na sua lista de países cuja proliferação nuclear deve ser analisada.

A agência critica os EUA por esperar tanto para relatar suas suspeitas.

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