AIEA critica Síria por não cooperar para esclarecer atividades nucleares

Viena, 2 mar (EFE).- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, criticou hoje a Síria por não colaborar com seus inspetores internacionais para esclarecer a origem dos vestígios de urânio encontrados em Al-Kibar, uma instalação síria bombardeada por Israel em 2007.

EFE |

Na abertura da reunião do Conselho de Governadores da AIEA, em Viena, ElBaradei pediu que Damasco permita o acesso a outros lugares relacionados a Al-Kibar.

Também pediu mais documentação sobre o uso dessa instalação no passado, o que seria um "sinal de transparência" por parte da Síria, disse ElBaradei.

"Peço à Síria para tomar estas medidas o mais rápido possível.

Também peço a Israel e a outros países que poderiam ter informação relevante a entregá-la ao organismo e permitir compartilhá-la com a Síria", disse o diretor-geral do órgão.

Os inspetores da AIEA encontraram durante uma visita a Al-Kibar, em junho do ano passado, partículas de urânio produzido quimicamente.

Os especialistas do organismo encontraram também vestígios de grafite, material que costuma ser usado na construção de reatores nucleares, o que levantou mais ainda as suspeitas dos críticos à Síria.

Os Estados Unidos e Israel afirmam que a Síria construiria um reator nuclear, com a ajuda de engenheiros norte-coreanos, mas Damasco nega estas alegações e afirma que é uma instalação militar convencional.

A Síria sustenta que os vestígios de urânio procedem das bombas usadas por Israel em seu ataque à instalação, algo que ElBaradei qualificou hoje como "pouco provável".

Os 35 países-membros do Conselho de Governadores iniciaram hoje a reunião de primavera (hemisfério norte) da AIEA na qual debaterão, entre outros assuntos, os avanços nas investigações no Irã e na Síria. EFE jk/an

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