AIEA confirma presença de água radioativa também no reator 1 de usina

Detectada a presença de iodo 131, césio 137 e césio 134 a níveis comparáveis aos da área do reator 3

EFE |

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou neste domingo que no reator 1 da usina de Fukushima foi detectada a presença de iodo 131, césio 137 e césio 134 a níveis comparáveis aos da área do reator 3 onde três trabalhadores ficaram feridos na quinta-feira passada.

Esses três operários entraram em contato com água radioativa a um nível dez mil vezes superior ao normal, e dois deles tiveram que ser hospitalizados. Em seus últimos comunicados sobre a situação em Fukushima, a AIEA indicou que nos dois trabalhadores internados "foi confirmada uma grande contaminação da pele nas pernas".

Os dois operários receberam dose de entre 2 e 6 sieverts, níveis que podem ser fatais. No entanto, a AIEA indica que "embora os pacientes não precisem de tratamento médico, os médicos decidiram mantê-los no hospital para acompanhar sua evolução durante os próximos dias".

A Agência teme que a radioatividade no reator 3 provenha de uma ruptura na câmara de contenção do reator, embora não se descarte que a origem possa estar na piscina que armazena o combustível usado.

Além de nos reatores 1 e 3, a empresa que administra a usina nuclear, a Tepco, anunciou que na água acumulada nos níveis subterrâneas do prédio de turbinas do reator 2 foi detectada uma radioatividade dez milhões de vezes superior ao normal, o que impede o trabalho de operários.

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