AIE eleva previsão de demanda petrolífera global para 2008

Paris, 10 jul (EFE).- A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão de demanda global de petróleo para 2008, e previu que esta crescerá 1,1% em 2009, devido, sobretudo, aos países emergentes.

EFE |

Em seu relatório mensal divulgado hoje, a AIE elevou em 80 mil barris diários sua previsão da demanda mundial de produtos petroleiros este ano, para 86,9 milhões de barris diários (mdb), pois o sólido crescimento nos países em desenvolvimento compensará a contração nos Estados ricos.

É a primeira vez em vários meses que a AIE, que representa os principais países consumidores, revisa para cima suas projeções de demanda.

Por outro lado, a Agência reduziu em cerca de 50 mil barris diários a demanda prevista dos países industrializados membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e elevou em 130 mil barris diários a dos países que não fazem parte do grupo.

Esta revisão reflete essencialmente ajustes em alta no Oriente Médio, por uma demanda maior do que a prevista de combustíveis no Irã e na Arábia Saudita, e, em menor grau, na China, onde foi revisada a perspectiva da demanda dos países que compõem o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta).

Para 2009, a AIE prevê que a demanda global alcance 87,7 mdb, um aumento anual similar ao de 2008.

A demanda dos países da OCDE beirará no próximo ano os 48 mdb, uma queda de 1,2% em relação a 2008, por fazer frente à alta dos preços do petróleo, indica o relatório.

A AIE prevê que a contração na demanda será especialmente marcada na América do Norte (com uma queda de 380 mil barris diários), pela "fraqueza" da economia dos Estados Unidos e pelos altos preços do petróleo.

Na Europa e no Pacífico, a demanda diminuirá em cerca de 100 mil barris diários, pois os preços altos ampliarão "tendências estruturais".

Por outro lado, é previsto que a demanda de países não-membros da OCDE cresça 3,8% em 2009, para 39,7 mdb.

O crescimento econômico "sustentado" em áreas fundamentais, como a Ásia, o Oriente Médio e a América Latina, impulsionará a maior parte do aumento, ressaltou a AIE.

A Agência advertiu, no entanto, que vários riscos pesam sobre suas previsões, como as perspectivas econômicas globais - sobretudo nos EUA - em vários grandes países emergentes; a evolução dos preços do petróleo, cuja alta alimenta a inflação global e as condições meteorológicas no hemisfério norte, entre outros fatores.

Por outra parte, a oferta petrolífera global cresceu 285 mil barris diários em junho, alcançando 86,5 mdb graças ao aumento do fornecimento dos produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), enquanto a de países que não são da Opep foi reduzida em 65 mil barris diários.

A oferta da Opep no mês passado aumentou em 350 mil barris diários, para 32,4 mdb, devido à alta nas exportações da Arábia Saudita e do Irã.

Quanto aos estoques petroleiros dos países da OCDE, os dados preliminares de junho indicam uma progressão de cerca de 100 mil barris diários no segundo semestre, muito abaixo do aumento de 900 mil barris diários registrados no mesmo período dos últimos cinco anos. EFE al/fh/gs

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