Aids na África do Sul: estudo responsabiliza o governo pelas milhares de mortes

A incapacidade das autoridades sul-africanas de fornecer medicação adequada aos pacientes com o vírus HIV causou a morte de mais de 365.000 pessoas na África do Sul entre 2000 e 2005, segundo um estudo da Universidade de Harvard.

AFP |

De acordo com os pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública de Harvard (HSPH), o governo da África do Sul teria podido impedir estas mortes se tivesse providenciado anti-retrovirais para os pacientes, assim como medicamentos para as mulheres grávidas para que não transmitissem HIV para seus filhos.

O estudo, publicado on-line e pelo Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes, conclui que as milhares de mortes são responsabilidade direta do governo do presidente Thabo Mbeki (1999-2008), fortemente criticado por sua recusa em aplicar respostas científicas para o vírus da Aids.

A ministra da Saúde de Mbeki, Manto Thsabalala-Msimang, por exemplo, em agosto de 2006 aconselhou a tratar a doença com suco de limão, azeite de oliva, alho e beterraba.

A África do Sul é o país com maior número de soropositivos do mundo. Com uma população de 48 milhões de habitantes, mais de 5,5 são portadores do vírus.

ao/cn

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