Aids continua afetando mais homens que fazem sexo com homens

México, 5 ago (EFE) - A prevalência da aids no mundo continua sendo maior entre os homens que têm relações sexuais com outros homens, informou hoje o diretor do Centro Nacional para o Controle do HIV/aids do México (Censida), Jorge Saavedra. O especialista indicou, durante a 17ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2008), que as principais condutas de risco entre os homens são o sexo anal sem proteção, manter uma freqüência alta de parceiros masculinos (até três por semana), ou, inclusive, ter muitos relacionamentos de longa duração (mais de dez). As drogas injetáveis, as substâncias como as metanfetaminas - por aumentar a chance de ter relações sexuais sem proteção -, e, até mesmo, a raça em países como os Estados Unidos, onde a população negra tem as maiores taxas de HIV, são fatores de risco para homens que fazem sexo com homens, disse Saavedra. Especialistas e organismos como as Nações Unidas abandonaram gradualmente a referência a homossexualismo e utilizam, por outro lado, a expressão homens que fazem sexo com homens (HSH). Com este conceito, buscam capturar o comportamento e não a identidade e englobar um leque mais amplo que inclua heterossexuais, homossexuais, bissexuais e homens que se relacionam com pessoas do mesmo sexo em situações específicas como prisões, Exército, colégios, etc, disse Saavedra. O especialista destacou, por exemplo, que em países como os EUA os HSM representam 67% dos novos diagnósticos da doença. No rest...

EFE |

Caso fossem comparadas as taxas de incidência em países da União Européia (UE), do sudeste asiático, da América Latina e de países como China, Índia e alguns africanos, pode se notar que "os homens que fazem sexo com homens são os que se encontram em maior risco e os que são mais estigmatizados", declarou o titular do Censida. EFE jd/bm/db

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