Aids: cientistas descobrem anticorpos promissores para uma vacina

Uma equipe de cientistas americanos descobriu dois novos anticorpos poderosos que poderiam ajudar a criar uma vacina contra o vírus da Aids, segundo trabalhos publicados nesta quinta-feira.

AFP |

Eles vão, agora, tentar explorar a vulnerabilidade do vírus da deficiência imunológica humana (HIV) para elaborar novos enfoques para criar a vacina. Eles esperam deter, assim, a infecção de novas pessoas por esta doença, responsável por mais de 25 milhões de mortos desde 1981, sobretudo em países em desenvolvimento e, particularmente, na África Subsaariana.

Estes anticorpos chamados "bNAbs" têm capacidade ampliada de neutralização do HIV, um vírus difícil de combater por suas rápidas e múltiplas mutações.

O processo pelo qual estes anticorpos foram descobertos vai provavelmente revelar ainda mais as fraquezas do vírus, disseram estes pesquisadores, cujo estudo sairá na revista americana Science de 4 deste setembro.

Os cientistas trabalharam com uma ampla mostra de sangue infectado de 1.800 voluntários em mais de 10 países, sete deles na África Subsaariana.

"Agora que identificamos estes dois anticorpos (batizados PG9 e PG16) temos condições de encontrar outros, o que deve acelerar os esforços da comunidade mundial para desenvolver uma vacina contra a Aids", acrescentou Wayne Koff, diretor de pesquisa e desenvolvimento do IAVI (Iniciativa Mundial para uma Vacina contra a Aids, uma organização sem fim lucrativos presente em 24 países, da qual a fundação Bill e Melinda Gates é um dos principais contribuintes).

Estes anticorpos são somente produzidos por uma minoria de pessoas infectadas e são distintos de outros anticorpos do HIV porque podem neutralizar um percentual elevado dos inúmeros tipos deste vírus em circulação no mundo.

Antes da descoberta destes dois novos anticorpos do HIV, apenas quatro haviam sido isolados, e isso há mais de 10 anos.

Os dois novos anticorpos apontam para uma parte do vírus da Aids que desempenha papel-chave para infectar as células humanas e não sujeita a mudanças, o que explica seu forte poder de neutralização.

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