Aiatolá Khamenei diz que Irã não teme sanções por atividades nucleares

Teerã, 30 abr (EFE).- O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, voltou a afirmar hoje que seu país não teme as sanções por suas atividades nucleares e que a República Islâmica se transformou em uma grande potência no Golfo Pérsico e no Oriente Médio.

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Khamenei, em discurso na cidade de Shiraz, defendeu a situação econômica do Irã, no qual a inflação supera 19%. Segundo ele, "os problemas que o mundo vive, especialmente os países ocidentais, são maiores do que os que existem no Irã".

"Os inimigos ficam dois anos nos ameaçando com sanções" e "estão tentando obrigar o Irã não apenas a abandonar seus direitos, mas também a renunciar a sua soberania, a sua independência e a seu desenvolvimento tecnológico", declarou o líder supremo iraniano.

Segundo ele, as sanções que os Estados Unidos durante décadas vêm impondo ao Irã "foram para os iranianos uma oportunidade para o desenvolvimento e a prosperidade".

"Durante 30 anos as sanções e os embargos econômicos contra o Irã fracassaram, os iranianos conseguiram se desenvolver e agora a República Islâmica se transformou na única grande potência da região", acrescentou.

As declarações de Khamenei foram feitas dois dias após o principal negociador iraniano em matéria nuclear, Sayed Yalili, afirmar que Teerã, dentro de pouco tempo, anunciará uma proposta para solucionar a questão atômica.

Embora não tenha divulgado detalhes sobre a iniciativa iraniana, Yalili disse que "inclui vários pontos, especialmente nos perfis político e de segurança", e que "pode constituir uma base adequada para retomar a negociação do Irã" com o grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha.

O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico e rejeita abandonar o enriquecimento de urânio como exige o Conselho de Segurança da ONU, que adotou nos últimos dois anos três resoluções contra a República Islâmica.

O número dois da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Olli Heinonen, deve concluir hoje os três dias de negociações que começou com as autoridades iranianas em Teerã.

Heinonen tenta obter respostas do Irã sobre as alegações dos EUA e de outros países ocidentais de que os iranianos realizam projetos militares secretos.

O Irã, que já tem milhares de centrífugas para enriquecer urânio, nega ter realizado estudos deste tipo, mas afirma que cooperará "com transparência" com a AIEA. EFE fá/rr/fal

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