Aiatolá iraniano critica discurso dos EUA no aniversário da morte de Khomeini

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos permanecem sendo odiados na região e que, para mudar essa situação, ações são necessárias, e não apenas palavras doces. Nos anos recentes, os governos americanos - em especial, a administração do tolo último presidente - ocuparam dois países islâmicos, o Iraque e o Afeganistão, com o pretexto de lutar contra o terrorismo, disse Khamenei.

BBC Brasil |

"Vocês testemunham que, no Afeganistão, navios de guerra americanos bombardeiam a população e matam 150 pessoas, não uma, mas dez, cem vezes", acrescentou.

"Se o novo presidente americano quer uma mudança de imagem, os Estados Unidos deveriam mudar seu comportamento. Palavras e conversa não trarão mudanças."
Khamenei fez as declarações diante de uma multidão reunida no mausoléu do aiatolá Khomeini para lembrar o aniversário de 20 anos da morte do clérigo que liderou a Revolução Islâmica no Irã, em 1979.

Sistema
Correspondentes dizem que a figura de Khomeini ainda domina a vida iraniana e pode ser vista na maioria dos prédios do governo.

O sistema criado por ele também permanece praticamente inalterado no país.

Em seu pronunciamento, Khamenei - que sucedeu Khomeini após sua morte, em 1989 - também falou sobre as eleições presidenciais iranianas, que serão realizadas no próximo dia 12.

"Programas de rádio estrangeiros estão difamando as eleições, tornando as pessoas pessimistas", criticou o aiatolá.

O líder religioso pediu calma aos candidatos, que travaram acaloradas discussões durante um debate televisionado.

No sistema político iraniano, a população escolhe o presidente nas urnas, mas o líder supremo é considerado a autoridade máxima do país - é ele quem comanda as Forças Armadas e determina os principais rumos para o Irã.

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