Aiatolá dissidente convoca 3 dias de luto por mortos em protestos

Teerã - O aiatolá dissidente Hussein Ali Montazeri convocou três dias de luto em memória aos que morreram durante os últimos dez dias de protestos no Irã contra os resultados das eleições presidenciais de 12 de junho.

EFE |

Em comunicado em seu site, o clérigo, sob prisão domiciliar há mais de uma década, criticou o regime ao assinalar que deve permitir os protestos da oposição.

"Ignorar as reivindicações do povo é proibido pela religião", afirmou de sua casa na cidade santa de Qom, um dos principais berços do pensamento xiita.

Montazeri foi apontado na década de 80 como sucessor do fundador e líder supremo da Revolução, o grande aiatolá Ruhollah Khomeini.

No entanto, as manobras na cúpula do clero iraniano evitaram sua ascensão e permitiram a escolha do atual líder supremo, Ali Khamenei.

Desde então, Montazeri se transformou em um dos principais críticos da atual liderança.

Desde que os resultados provisórios das eleições foram divulgados, com uma surpreendente vitória em primeiro turno do atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, o Irã se transformou em palco de protestos e enfrentamentos que até o momento custaram a vida de pelo menos 20 pessoas, segundo números oficiais.

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