AI teme que autoridades iranianas torturem opositores detidos

Londres, 29 jun (EFE).- A Anistia Internacional (AI) expressou hoje seu temor de que as autoridades iranianas torturem os opositores detidos durante a onda de protestos pós-eleições para obrigá-los a fazer confissões que depois seriam usadas contra si em julgamentos manipulados.

EFE |

Em comunicado, a AI disse que, caso suas suspeitas se confirmem, e levando em conta que esses julgamentos costumam acabar em pena de morte, seria uma "tática horrorosa" das forças de segurança para "silenciar para sempre líderes políticos proeminentes" e, de quebra, enviar uma mensagem de advertência a outros dissidentes.

A Anistia cita o caso dos líderes políticos Mohsen Aminzadeh, Abdollah Ramazanadeh e Mostafa Tajzadeh, que foram tirados de suas casas em 16 de junho, coincidindo com a detenção de outros simpatizantes da oposição.

Segundo fontes da organização, estas três pessoas estão retidas na prisão de Evin, em Teerã, sob o controle do Ministério de Inteligência, onde as denúncias de tortura costumam ser frequentes.

A AI assinala que, em casos de "segurança", os suspeitos frequentemente não podem receber a visita de suas famílias e advogados durante as investigações, que podem se estender indefinidamente.

A Anistia pede que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, dê instruções aos funcionários do Governo e do Poder Judiciário "para que não torturem pessoas sob sua custódia", garantam a segurança dos detidos e seu acesso a advogados, famílias e assistência médica.

Além disso, pede a libertação imediata de todos os presos políticos. EFE jm/bba

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