AI teme pela segurança de rebeldes de Darfur presos

Cairo, 18 ago (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje a prisão sem acusação de centenas de supostos rebeldes de Darfur pelo Governo do Sudão e advertiu sobre o risco que eles correm de serem torturados ou de desaparecerem, segundo um comunicado.

EFE |

A organização expressou sua preocupação com as centenas de pessoas, entre os quais estão mulheres e uma criança de nove anos, detidas depois do ataque dos rebeldes do Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI) de Darfur contra Cartum, no dia 10 de maio.

A Anistia Internacional teme pela segurança dos detidos, já que alguns dos que já foram libertados relataram torturas e tratamento humilhante por parte das autoridades sudanesas.

A organização pró-direitos humanos teme que aqueles que continuam detidos estejam sendo submetidos à tortura ou tenham desaparecido.

Além disso, advertiu que o Governo sudanês está preparando o julgamento de 109 rebeldes em tribunais especiais antiterroristas que violam as normas internacionais, segundo a organização.

Um destes tribunais especiais condenou ontem à morte oito supostos insurgentes de Darfur.

A Anistia Internacional informou que alguns dos condenados ontem à pena capital foram torturados e mantidos incomunicáveis e só viram seus advogados de defesa no dia do julgamento.

Os tribunais especiais foram criados pouco depois da ofensiva sobre Cartum, considerada uma das maiores realizadas pelos rebeldes e que deixou pelos 255 insurgentes e 77 soldados das forças de segurança mortos.

Desde então, centenas de pessoas têm sido detidas, e muitas delas foram condenadas à morte, após serem julgadas com base na lei antiterrorista sudanesa.

O MJI pegou em armas contra o Governo de Cartum há cinco anos, juntamente com outras milícias, na região de Darfur, em protesto contra a pobreza e a marginalização da região. EFE fc/wr/rr

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