AI se opõe a recompensar países que violam direitos humanos como Cuba

Madri, 7 abr (EFE).- A Anistia Internacional afirmou hoje que não é contra o diálogo entre a União Europeia e o Governo cubano, mas contra recompensar países que violam os direitos humanos.

EFE |

Esteban Beltrán, diretor da Anistia Internacional na Espanha, participou hoje de uma entrevista coletiva em Madri onde fez um balanço dos três meses da Presidência espanhola da UE, principalmente em relação aos direitos humanos.

"Não somos contra que se possa dialogar com o Governo cubano como com outros, de fato nós dialogamos com Governos que violam os direitos humanos todos os dias. Somos contra que se recompensem os Governos que violam os direitos humanos", afirmou.

Beltrán insistiu em que "não pode haver negociação sobre a libertação de presos detidos injustamente". Ele lembrou que atualmente há 55 presos políticos em Cuba, a maior parte deles detidos em 2003, e que Anistia Internacional segue trabalhando pela sua libertação.

O diretor explicou que a organização entrou em contato com o governo cubano após a morte do dissidente Orlando Zapata e pediu a libertação de todos os presos políticos da ilha da mesma forma que fez com mais de 30 mil pessoas através do site da Anistia.

A organização também reivindica o fim da Lei 88, conhecida como Lei de Proteção da Independência Nacional e da Economia, aprovada pela Assembleia em 1999. Também chamada de "Lei Mordaça", a norma foi aplicada pela primeira vez contra vários dos 75 opositores presos em 2003, na maior onda repressiva em Cuba nos últimos anos.

Esteban Beltrán também disse que a Anisita pediu ao governo que pare com a "repressão" às Damas de Branco, grupo de familiares dos presos que realiza prostestos pacíficos na ilha. "As Damas de Branco só exercem seu direito à liberdade de expressão e estão sendo castigadas e tendo seus direitos restringidos", acrescentou. EFE bal/pb

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