AI pedirá ao novo presidente dos EUA que feche Guantánamo

Santiago do Chile, 4 nov (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pedirá ao próximo presidente dos Estados Unidos, que será eleito hoje, que nos primeiros 100 dias de seu Governo adote medidas concretas para fechar a prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

EFE |

Além disso, a entidade pedirá ao novo governante que sejam investigados os casos de violações dos direitos humanos supostamente registrados durante a Administração de George W. Bush.

"A Anistia Internacional enviará ao presidente eleito essas propostas, expostas de forma clara", declarou à Agência Efe a secretária-geral da AI, Irene Khan.

A ativista pró-direitos humanos lembrou que os dois candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, já expressaram vontade de fechar a base naval de Guantánamo, embora após as eleições de hoje o novo presidente deverá esclarecer "de um modo muito concreto como chegará a esse objetivo".

Irene iniciou nesta segunda-feira uma visita de seis dias ao Chile na qual se reunirá com representantes do Governo local e com sobreviventes e familiares das vítimas do regime do falecido ditador Augusto Pinochet (1973-1990).

A AI exigirá ao novo Governo americano a criação de uma comissão de inquérito para elucidar as violações dos direitos humanos supostamente ocorridas sob pretexto da luta contra o terrorismo, como torturas, uso de prisões secretas e detenções arbitrárias.

"É muito importante que se saiba a verdade sobre o que aconteceu, e por isso a responsabilidade do novo presidente será assegurar a criação de uma comissão para esclarecer o sucedido", ressaltou Irene.

A ativista pró-direitos humanos disse que a AI entrou em contato tempos atrás com membros do Governo Bush para propor o fechamento de Guantánamo mediante passos concretos, mas que o órgão não foi ouvido.

A AI reivindicava a libertação dos presos sem processo judicial, e que os detidos acusados formalmente fossem julgados no âmbito do sistema judiciário americano, e não em tribunais militares.

Em declarações à Efe, Irene denunciou o retrocesso no respeito aos direitos humanos por parte dos EUA nos últimos anos e se disse esperançosa de que o novo presidente corrija o legado do atual governante.

"A herança da Administração Bush será lembrada por um terrível retrocesso nos direitos humanos e no estado de direito", sentenciou a dirigente da AI. EFE gs/fr

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