AI pede que Paraguai faça reforma agrária para combater pobreza

Assunção, 17 out (EFE).- Anistia Internacional (AI) pediu hoje ao Governo do Paraguai a executar uma reforma agrária integral para combater a pobreza, em coincidência com o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

EFE |

A AI destacou em comunicado de sua filial em Assunção que, dos pouco mais de 6 milhões de paraguaios que residem no país, 35,6% vivem na pobreza e que 19,4% ocupam a faixa da pobreza extrema.

Destacou, além disso, que a incidência da pobreza extrema nos indígenas do Paraguai é quase oito vezes maior do que no resto da população.

"O acesso à terra é o principal reivindicação da maioria dos povos indígenas, grêmios e organizações camponesas", afirmou o organismo internacional.

A AI solicitou, além disso, ao Governo de Fernando Lugo, uma estratégia que fomente "a eliminação da discriminação no acesso e desfrute dos direitos econômicos, sociais e culturais, e na qual os grupos vulneráveis e marginalizados interessados tenham participação valiosa e ativa".

Também propôs que se aumentem "os esforços para acelerar a demarcação e recuperação de terras e territórios dos povos indígenas do país, garantindo que contém com o título das mesmas".

A população índia do Paraguai, distribuída em 20 comunidades, é de 108.308 pessoas, o que representa o 2% da população total do país, segundo a Pesquisa Nacional de Lares Indígenas do Paraguai, elaborada pela Direção Geral de Estatísticas, Pesquisas e Censos (Dgeec), entre maio e junho. EFE rg/jp

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