Londres, 25 abr (EFE) - A Anistia Internacional (AI) pediu hoje à Arábia Saudita que respeite a moratória da ONU contra a pena de morte, após receber um vídeo de telefone celular no qual, segundo a organização, pode ser vista a decapitação pública de um preso.

Em comunicado, a AI denuncia o uso estendido da pena capital no país, que ignora, assim, a resolução aprovada em 2007 pela Assembléia Geral da ONU que declarava uma moratória internacional na aplicação desta punição.

A resolução, que não tem caráter vinculativo, pede aos países que mantêm a pena de morte em seus códigos penais que "estabeleçam uma moratória das execuções visando a abolir" a sentença.

Também apela para que sejam respeitados os direitos dos condenados e pede a progressiva redução dos crimes punidos com a morte.

Em sua nota, a Anistia pede ao Governo saudita que comute as sentenças de morte emitidas, já que, por ser membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, deveria ter um comportamento exemplar.

A organização pró-direitos humanos calcula que, durante 2007, este país aplicou a pena capital em 143 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e que, desde janeiro deste ano, outras 53 foram executadas.

Além disso, a entidade afirma que hoje mesmo três pessoas foram condenadas à morte e denuncia a inadequada representação legal, às vezes inexistente, em processos irregulares, com a qual os presos contam nos julgamentos.

A AI explica que o vídeo recebido, de um condenado por tráfico de drogas aparece sendo decapitado, é uma mostra das execuções realizadas na Arábia Saudita, freqüentemente em público.

A organização, contrária à pena de morte, lembra que a decapitação contraria os direitos humanos. EFE vmg/db

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